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Há por parte de grande parcela da Humanidade, incluindo a classe dos espíritas, a preocupação com as previsões catastróficas baseadas nos textos bíblicos e em próprias comunicações espíritas, sob o fim do mundo.

O que diz a Doutrina Espírita sobre isto? A Humanidade corre o risco de desaparecer da Terra? O mundo em que vivemos desaparecerá? E o juízo final? E a volta de Jesus, como se dará?

Os Espíritos são claros: Antes dizíamos: aproximam-se os tempos, agora dizemos: Os tempos são chegados.

Kardec, no livro “Obras Póstumas”, transcreve algumas comunicações dos Espíritos, em que eles falam deste assunto, e eles são claros em dizer que tudo o que está nos Evangelhos terá de cumprir-se, e já está se cumprindo. O que temos de ter é discernimento para tirarmos o espírito da letra na interpretação dos textos sagrados.

Como já dissemos anteriormente, toda a Criação Divina segue um programa pré-estabelecido, e as Leis de Deus conseqüentemente não serão subvertidas.


Não haverá fim do mundo material como muitos têm anunciado, o que acontecerá é o fim de uma era, de uma etapa do processo evolutivo. O que se prepara é o fim do mundo amoral, aquele em que os interesses mundanos vêm à frente dos interesses definitivos do Espírito.

Essa mudança não será brusca, e nem acontecerá no ano dois mil, ela já está acontecendo e continuará ainda por muitos anos. O processo é gradual como toda transformação da Natureza, não haverá cataclismos nem revoluções capazes de exterminar a Criação Divina. Haverá uma transformação que conduzirá a Terra, de mundo de provas e expiações, a mundo de regeneração, mas estas não serão transformações externas, mas sim no interior dos próprios homens. A luta no campo das idéias, nos conflitos do relacionamento interpessoal, criará uma nova ética baseada na Verdadeira Moral, e esta será a tônica do novo mundo. O que fará haver mais ou menos dor, é a própria conduta do homem diante das mudanças que se fazem necessárias, ou seja, será diretamente proporcional à sua aceitação ou à sua rebeldia.

Mas podemos perguntar, como se fará a substituição desta geração por outra mais cristã?

Para que haja felicidade na Terra, é preciso que os Espíritos que a habitam sejam afinados com o bem, portanto, é preciso que aconteça uma limpeza em nosso orbe, ou seja, os Espíritos recalcitrantes no mal serão levados para outros mundos que acham-se mais atrasados em relação ao nosso, onde expiarão seus erros e aprenderão com o “suor do seu rosto”, a não mais transgredir às Leis Divinas.

Entretanto, esse transporte não será via discos voadores ou planeta chupão, como muitos apregoam, eles serão transportados por meios espirituais e de forma natural.

Só para ilustrar, lembremos de que isto já aconteceu com relação à Terra, no entanto, ela, no momento, estava em condição de receptora destes espíritos, conforme narra Emmanuel:

Há muitos milênios um dos orbes da Capela, que guarda afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos. (…)

(…) Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes, mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade. (…)

As grandes comunidades espirituais, diretoras do Cosmos, deliberaram, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração. (…)

Desta forma, podemos afirmar que o tempo é de tranqüilidade e de construção de um novo ser baseado nos ensinamentos evangélicos. O juízo final não é acontecimento de um dia, mas de todos os instantes em que se faz necessário o autoconhecimento, e a elaboração por nós mesmos do caminho a seguir.

Não nos inquietemos, devemos sempre lembrar de que neste planeta há governo, e que este condutor não é ninguém mais nem menos que Jesus, o Cristo de Deus.

Livro:  Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro Espírita Amor e Caridade – Goiânia – GO – 1997
Site:  www.autoresespiritasclassicos.com

Livro Pesquisado:
“A Caminho da Luz”, cap. III.
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“Tudo é possível ao que crê” – Marcos 9:23


A confiança em si mesmo e em Deus é condição essencial para enfrentarmos com equilíbrio as dores do mundo. A confiança, mãe da calma e da perseverança, nos possibilita convivência pacífica com as adversidades. Jesus se utiliza da alegoria da “fé que transporta montanhas”(1) para nos esclarecer sobre este tema.

Como fazer para adquirir esta confiança? Respondemos: meditando sobre fatos que estão ao nosso dispor. Procuremos relacionar alguns argumentos neste sentido, construindo uma base racional forte e durável para edificarmos a fé.

O estudo do espiritismo resulta em confiança, pois descobrimos como a vida funciona e o porquê de estarmos aqui. Conhecendo o Consolador Prometido por Jesus, nos identificamos como filhos de Deus. Percebemos Sua infinita bondade para conosco e entendemos as causas de nossos sofrimentos. Assimilamos as verdades espirituais. Este aprendizado gera paciência, calma, resignação, coragem, esperança, otimismo, enfim, forças para transportamos as montanhas das dores.

A ciência assevera que a vontade do paciente é fator preponderante para sua cura. Comprovando assim o que dizia Jesus nas diversas curas que operava, como, por exemplo, quando, dialogando com o pai do epiléptico, faz a afirmativa assinalada em epígrafe. O espiritismo explica a ação magnética que imprimimos aos fluidos através da vontade. Quanto mais confiança, mais cercados por fluidos benéficos; quanto mais pessimismo, mais envolvidos em fluidos maléficos. O bem atrai o bem, o mal atrai o mal.

Entretanto, não podemos confundir fé racional com presunção, nem permitir que ela produza fanatismo. O processo de entendimento não é superficial, pois que tem suas raízes fincadas na compreensão da lei de causa e efeito, no “a cada um será dado segundo suas obras”(2). Esta fé não gera privilégios, mas faz-nos fortes para enfrentarmos as dores necessárias ao crescimento.

O meio de avaliarmos se estamos conquistando a fé, desenvolvida pela compreensão, é observarmos se ela está produzindo frutos de caridade em favor do próximo. Esta é uma característica da verdadeira fé. Se o entendimento das verdades espirituais e a conseqüente confiança não resultam bem algum para a Humanidade, de nada servirá e será como a figueira que secou, em outra alegoria de Jesus.

Aquele que possui fé não se desespera diante da morte, da perda de emprego, de doença grave, de dificuldades materiais, pois confia que tudo está sob o controle de Deus e da Sua justiça, mas se esforça por eliminar as causas destes sofrimentos, trabalhando no bem e orando.

Afirmam-nos os benfeitores espirituais que “a confiança nas suas próprias forças torna o homem capaz de executar coisas materiais, que não consegue fazer quem duvida de si.”(3) Esforcemo-nos, portanto, para adquirir esta confiança que trará paz relativa, comportamento reto e pensamentos harmonizados, a fim de que um dia possamos ouvir de Jesus a frase que pronunciava quando curava: “a tua fé te salvou!”(4).

(1) Mateus 17; 20


(2) Mateus 16; 27


(3) O Evangelho segundo o espiritismo – capítulo XIX – item 2


(4) Lucas 18; 42


Autor: Alberto Leitão Rosa


Jornal “O Espírita Fluminense


Instituto Espírita Bezerra de Menezes – IEBM – Niterói – RJ


Setembro / Outubro 2011

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