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Henrique Fracalanza
A Obsessão é um dos graves problemas que infelicitam a humanidade.
Ela pode afetar a qualquer um, em qualquer lugar do planeta.
No presente exame vamos nos ater somente a obsessão de um espírito sobre um encarnado, porque é a forma que nos interessa de perto e não é diagnosticável pela ciência médica terrena.
Essa obsessão é difícil de ser percebida dado que o espírito é invisível para o encarnado e para as demais pessoas que são procuradas para auxiliá-lo. Daí a dificuldade de ser combatida.
A obsessão se dá quando um espírito por alguma razão busca prejudicar o encarnado. Os motivos podem ser os mais variados, mas os mais comuns são: ódio e vingança, ciúme, despeito, trabalhos de magia, vampirização, e atração por afinidade vibratória.
As motivadas pelo ódio são, obviamente, as reações de parte de quem sofreu agressões. A pessoa que sofre um malefício, uma agressão ou maldade e não perdoa o agressor, pode voltar-se contra ele buscando vingança. Esta obsessão é pérfida porque o obsessor escondido em sua invisibilidade pode atuar com liberdade junto ao encarnado pelo tempo que quiser. Assim ele procura insuflar pensamentos que visam perturbar o encarnado, podendo levá-lo a desesperação, depressão, confusão mental, doenças e até a morte. A par com a irradiação de pensamentos ruins e forças magnéticas constritoras, a sua proximidade causa penosa impressão no encarnado que lhe sente as emanações de ódio.
As motivadas pelo ódio são, obviamente, as reações de parte de quem sofreu agressões. A pessoa que sofre um malefício, uma agressão ou maldade e não perdoa o agressor, pode voltar-se contra ele buscando vingança. Esta obsessão é pérfida porque o obsessor escondido em sua invisibilidade pode atuar com liberdade junto ao encarnado pelo tempo que quiser. Assim ele procura insuflar pensamentos que visam perturbar o encarnado, podendo levá-lo a desesperação, depressão, confusão mental, doenças e até a morte. A par com a irradiação de pensamentos ruins e forças magnéticas constritoras, a sua proximidade causa penosa impressão no encarnado que lhe sente as emanações de ódio.
O processo de obsessão tem muitas facetas e formas de ser implantado, mas um dos recursos cruéis usados pelos obsessores é colocar junto ao encarnado, imantado a ele, um espírito infeliz, geralmente dementado, para manter o obsediado em permanente estado depressivo.
Quanto às obsessões causadas pelo ciúme, dão-se quando uma pessoa desencarnada não consegue se afastar da pessoa a quem ama, e se lança contra aqueles que dele ou dela se aproximam para um relacionamento. De outras vezes é quando o desencarnado vê que o seu amor que ficou aqui na Terra não se mantêm fiel “até a morte” como ele (ou ela) desejaria, e lança-se contra o seu antigo amor cobrando fidelidade. Ainda pode ocorrer que um espírito reencontra um ser amado após muito tempo, séculos, e que não se conforma de ver que o outro (ou a outra) segue sua vida, com outro amor. Estes são apenas alguns exemplos de casos de obsessão causados por ciúme, mas muitas outras formas podem existir na manifestação deste vicio moral que nos institue como “donos” daqueles a quem amamos.
A obsessão causada pelo despeito é quando um desencarnado não suportando ver o sucesso de alguém, moído de inveja lança-se contra o encarnado visando derrubá-lo de sua atual situação. Seja por motivo de sucesso financeiro, seja de uma conquista amorosa, ou por uma posição de destaque ou poder, e até do sucesso que alguém faz na conquista da sua elevação moral e espiritual.
A obsessão causada por “trabalhos de magia”, são os ataques de espíritos que foram requisitados por outros – geralmente encarnados – mediante pagamento, para perturbar algum encarnado. O objetivo pode ser para afastar um concorrente do seu caminho na conquista de uma promoção no emprego, na concorrência de negocios, na conquista de um amor, ou qualquer outro motivo em que uma pessoa deseja o que outro tem ou que poderá obter em seu lugar. Às vezes também é somente para fazer alguma maldade a alguém de quem não se goste.
Quanto a vampirização, trata-se da obsessão de um desencarnado sobre um encarnado que busca se aproveitar do vicio deste para satisfazer as suas paixões, visto que não tendo corpo físico, não tem como desfrutá-los senão por intermédio de uma ligação mental com uma pessoa encarnada. Assim, aqueles encarnados que se comprazem no consumo do álcool, da gula, das drogas, do fumo, do vicio do jogo, da maledicência, do sexo desregrado ou desnaturado, taras, e de qualquer outro desvio de comportamento que interesse a um desencarnado, pode considerar-se como potencial vitima de uma vampirização. Mas o que é isso? Vampirização é quando um desencarnado liga-se a um encarnado através dos seus fios mentais, quase que numa incorporação mediúnica. O desencarnado, por desejar cada vez mais locupletar-se, procura induzir o encarnado mais profundamente no vicio, levando-o muitas vezes a graves viciações que poderão redundar em perigosas enfermidades e até na morte.
E por fim, a obsessão por afinidade vibratória é quando uma pessoa vibrando negativamente por qualquer motivo, atrai por semelhança vibracional espíritos na mesma faixa de sintonia. Assim, como uma pessoa muito lamurienta e queixosa, que vive a dizer que é a ultima das criaturas, a mais sofrida, etc. poderá atrair espíritos que pensam da mesma maneira agravando um o estado do outro por uma simbiose nefasta. Outros que desconfiam sistematicamente do próximo, ou pensam sempre o pior das outras pessoas, tem comportamento raivoso e irado, impaciência crônica, crêem-se melhor do que os outros, querem mandar em tudo e em todos, que procuram trabalhos de magia, etc., podem atrair espíritos que concordam com sua forma de ser e sentindo-se bem ao lado desses encarnados, passam sem querer a ser seus obsessores involuntários, apoiando suas ações, num conúbio prejudicial a ambos.
O processo obsessivo é uma nefasta influencia que começa devagar e vai se consolidando na medida em que o encarnado não lhe opõe resistência, ou não busca socorro.
As pessoas que ouvem falar sobre a obsessão pela primeira vez, costumam se perguntar por que simplesmente o encarnado não repele o obsessor, ou porque Deus permite que tal violência seja cometida. Na verdade, o encarnado tem dificuldade de rechaçar tal influencia pelos seguintes motivos: no caso de vingança, ele tem a consciência pesada pelo crime que cometeu. Vê na pessoa do seu atual verdugo, a sua vitima do passado que vem cobrar desforra, e seu sentimento de culpa lhe dificulta ignora-lo e se afastar de sua perseguição. Em momentos do sono noturno, quando o espírito pode se afastar um pouco do corpo físico, o encarnado entra em contato com o mundo espiritual, e vê o seu obsessor cara a cara, sentindo muitas vezes extremo pavor, sendo isto causa de maior infortúnio e sofrimento.
Nos casos de ciúme é porque a vitima de qualquer forma tem uma ligação anterior com o obsessor e a dificuldade em afasta-lo(a) é a mesma que uma pessoa tem de afastar um assédio deste tipo aqui na Terra, com o agravante de que quem assedia está invisível.
Por despeito e trabalhos de magia, a dificuldade de se auto proteger reside simplesmente na invisibilidade do obsessor e no desconhecimento da maioria das pessoas sobre esses assuntos, o que as leva a atribuírem o desconforto a causas terrenas, e assim não combatem ou reagem contra a verdadeira causa de seus males.
Nos casos de vampirização, o desvio de conduta parte antes do próprio encarnado, que pelas suas preferências e ações atrai os espíritos que acabam por incomoda-lo(a) ou obsedia-lo(a).
Nos casos de afinidade vibratória, novamente a atração parte dos encarnados e a presença de espíritos perturbadores é mera conseqüência de sua forma de ser ou de agir.
E quanto à outra indagação – porque Deus permite – não é que Deus permita ou não tal maldade, é porque simplesmente a Lei de Causa e Efeito está se manifestando. A lei foi instituída por Deus e visa guiar-nos para a evolução, dando a cada um o fruto de seus atos. Como as criaturas ainda não aprenderam a comportar-se somente na diretriz do bem, e cometem faltas contra o próximo e contra si mesmas, colhem naturalmente as conseqüências de seus atos, e isso pode significar a presença de obsessores influenciando estes resgates ou desvios de comportamento. Portanto, não é uma sentença divina, mas reação natural a uma ação atual ou pregressa. Não se trata de Deus permitir ou não, mas simplesmente o resultado natural da nossa imprevidência.
Mas se é assim, por que se procura afastar o obsessor, já que ele está de certa forma cumprindo a lei de reação? Por três motivos muito importantes.
Primeiro: para evitar que o mal se perpetue. Quando um se vinga, pode induzir o outro a se vingar por sua vez, e mais adiante este um se vingará de novo do outro, que mais a frente se vingara do um, num moto continuo que só se desfazerá no dia que um deles vier a perdoar.
Segundo: para livrar o obsessor de penas futuras, pois o ato de vingança ou assedio não tem justificativa e gera um novo carma que deverá ser resgatado. Então, nos casos de vingança, aquele que se vinga porque sofreu – sofrimento este que serviu para resgatar um debito do seu passado – estará criando um novo debito para si mesmo no futuro. E nos outros casos porque qualquer perturbação que se faz aos outros ser-nos-a causa de sofrimentos no futuro.
Terceiro: para que o resgate ou aprendizado do encarnado se cumpra de forma natural, e não induzida por um espírito.
O espírito que busca vingança está agindo incorretamente, pois está querendo fazer justiça pelas próprias mãos. A ninguém é dado tomar a justiça de Deus em suas mãos. Nem na lei terrena se admite isso. O homem aqui na Terra não pode se vingar do seu adversário. Ele pode somente denuncia-lo as autoridades para que a lei dos homens aja e se faça a justiça. Também na lei de Deus é assim.
E os espíritos que perturbam os encarnados sob qualquer pretexto estão na verdade perturbando a ordem das coisas e sofrerão as conseqüências.
Mas como lutar contra este terrível mal que é a Obsessão?
A medicina e a psicologia terrena não conseguem ajudar, porque desconhecem a parte espiritual do problema. Ou seja, desconhecem a verdadeira causa. Tratando desses obsidiados como doentes comuns conseguem apenas classifica-los nas patologias mentais corriqueiras, tratando-os com medicamentos calmantes ou anti-ansioliticos, quando não terminam por interná-los em clinicas psiquiátricas. Em outras palavras, nada conseguem fazer.
O caminho mais adequado para se obter a cura desse mal é através da identificação da sua verdadeira causa, e do tratamento conveniente dessa causa. Para identificá-lo e trata-lo é necessário conhecer-se o mundo espiritual na sua verdadeira expressão, e sabemos que atualmente somente a Doutrina Espírita esclarece como é o mundo espiritual e suas manifestações. Portanto, somente numa casa espírita poderá um obsediado encontrar o adequado tratamento.
Assim, caso você sinta um desconforto renitente e não identifique o porque, desconfie de uma obsessão. Caso se defronte com um caso similar em um familiar ou em um amigo, ou em si mesmo, não vacile! Procure o mais rapidamente possível o socorro numa casa espírita, sabendo que a obsessão se torna mais grave com o passar do tempo e, portanto fica mais difícil de ser tratada, como qualquer doença.
Sem Categoria
Jorge Hessen
jorgehessen.net
jorgehessen.net
Para a investigação kardequiana, a respeito do negro, torna necessário ser considerado o contexto histórico em que foi discutida a temática. Incidiria em erro, sob o ponto de vista histórico, considerar Allan Kardec contaminado de preconceitos ou de índole racista. Essa palavra detém uma carga semântica muito forte, inadequada para definir os ideais do mestre lionês. Não há nenhum indício de que ele tenha discriminado algum indivíduo ou grupo de origem negra ou quaisquer indivíduos, sejam no movimento espírita ou fora dele. A jornalista Dora Incontri, com mestrado e doutorado em Educação, pela USP, em seu livro Para entender Kardec, nos trás um fato interessante que muito bem nos dará uma idéia de quem era o senhor Rivail. Vejamos: “É bom lembrar que, na Sociedade de Estudos Espíritas de Paris, havia um Camille Flammarion, astrônomo, e um calceteiro (operário braçal que fazia as calçadas de Paris, de quem Kardec noticia a morte) e ambos eram membros da Sociedade“.
Os contraditores de Kardec se valem de textos insertos na Revista Espírita e principalmente em Obras Póstumas, 1ª parte, capítulo da “Teoria da Beleza”. A rigor não consideramos essa teoria um ponto doutrinário e muito menos consta das Obras Básicas. Trata-se de uma pesquisa de Kardec que não chegou a publicá-la. Veio a público após o seu desencarne, quando algumas anotações deixadas foram reunidas no livro citado, donde se infere que aquele pensamento ainda não estava perfeitamente consolidado. Por justeza de razões importa lembrar que Kardec não compilou o Espiritismo em seu próprio nome. Ele atribuía a Doutrina como sendo dos Espíritos. Destarte, urge se faça distinção entre o que revelaram os Benfeitores Espirituais sob o princípio do consenso universal dos Espíritos e o que escreveu e pensava particularmente Kardec, inclusive na Revista Espírita.
No bojo da literatura basilar da Terceira Revelação, o Codificador ressalta que, “na reencarnação desaparecem os preconceitos de raças e de castas, pois o mesmo Espírito pode tornar a nascer rico ou pobre, capitalista ou proletário, chefe ou subordinado, livre ou escravo, homem ou mulher. Se, pois, a reencarnação funda numa lei da Natureza o princípio da fraternidade universal, também funda na mesma lei o da igualdade dos direitos sociais e, por conseguinte, o da liberdade.“(2) Ante os ditames da pluralidade das existências, ainda segundo Kardec “enfraquecem-se os preconceitos de raça, os povos entram a considerar-se membros de uma grande família.”(3) Como se observa, idéias essas que descaracterizam radicalmente um Kardec preconceituoso. Entretanto, apesar da atitude (para alguns preconceituosas) atribuída a Kardec em relação ao negro, fruto do contexto em que viveu (repetimos) sobre discriminação e preconceito a determinada etnia, sua obra sai indene de todas as críticas no sentido ético. Até porque para abordagem do tema é imprescindível contextualizá-lo de acordo com teorias de superioridade racial muito em voga na época. A frenologia, por exemplo, advogava uma relação entre a inteligência e a força dos instintos em um indivíduo com suas proporções cranianas. Uma espécie de “desdobramento” pseudocientífico da fisiognomonia. Num artigo na Revista Espírita de abril de 1862, “Frenologia espiritualista e espírita – Perfectibilidade da raça negra”, Kardec faz uma espécie de releitura dessa “ciência” com um enfoque espiritualista, demonstrando que o “atraso” dos negros não se deveria a causas biológicas, mas por seus espíritos encarnados ainda serem relativamente jovens.(4)
No bojo da literatura basilar da Terceira Revelação, o Codificador ressalta que, “na reencarnação desaparecem os preconceitos de raças e de castas, pois o mesmo Espírito pode tornar a nascer rico ou pobre, capitalista ou proletário, chefe ou subordinado, livre ou escravo, homem ou mulher. Se, pois, a reencarnação funda numa lei da Natureza o princípio da fraternidade universal, também funda na mesma lei o da igualdade dos direitos sociais e, por conseguinte, o da liberdade.“(2) Ante os ditames da pluralidade das existências, ainda segundo Kardec “enfraquecem-se os preconceitos de raça, os povos entram a considerar-se membros de uma grande família.”(3) Como se observa, idéias essas que descaracterizam radicalmente um Kardec preconceituoso. Entretanto, apesar da atitude (para alguns preconceituosas) atribuída a Kardec em relação ao negro, fruto do contexto em que viveu (repetimos) sobre discriminação e preconceito a determinada etnia, sua obra sai indene de todas as críticas no sentido ético. Até porque para abordagem do tema é imprescindível contextualizá-lo de acordo com teorias de superioridade racial muito em voga na época. A frenologia, por exemplo, advogava uma relação entre a inteligência e a força dos instintos em um indivíduo com suas proporções cranianas. Uma espécie de “desdobramento” pseudocientífico da fisiognomonia. Num artigo na Revista Espírita de abril de 1862, “Frenologia espiritualista e espírita – Perfectibilidade da raça negra”, Kardec faz uma espécie de releitura dessa “ciência” com um enfoque espiritualista, demonstrando que o “atraso” dos negros não se deveria a causas biológicas, mas por seus espíritos encarnados ainda serem relativamente jovens.(4)
Indagamos: existem povos mais adiantados que outros? É possível desconhecer a discrepância entre silvícolas e citadinos? Se não é a diferença da evolução espiritual, o que os torna desiguais, então? É evidente que podemos adequar as terminologias para culturas “complexas ou simples” no lugar de “avançado ou atrasados”, o que na essência não altera a situação de ambos. Sabemos também (isso é incontestável) que a antropologia e a sociologia surgem eurocêntricas. E a antropologia foi uma espécie de sociologia criada para estudar os povos primitivos.(5) Contudo, a Doutrina Espírita tem mais amplitude do que toda essa questão. Para nós “não há muitas espécies de homens, há tão somente cujos espíritos estão mais ou menos atrasado, porém, todos suscetíveis de progredir pela reencarnação. Não é este princípio mais conforme à justiça de Deus?“(6)·
No livro Renúncia, monumental obra da literatura mediúnica, identificamos trecho que nos chamou a atenção para reflexão sobre o assunto. Robbie, filho de escravos e irmão adotivo de Alcione, ao desencarnar disse-lhe “desde que mandei os gendarmes(7) libertar o cocheiro, por entender que me cabia a culpa (…) sinto que não tenho mais a pele negra, que tenho a mão e a perna curadas (…) veja Alcione (…) e esta lhe explica: São estas as provas redentoras, meu querido Robbie! Deus te restitui a saúde da alma, por te considerar novamente digno.“(8) Dá para imaginar o Espírito Alcíone racista?
E por que teriam os negros sofridos tanto com a escravidão? Segundo Humberto de Campos os escravos seriam “os antigos batalhadores das cruzadas, senhores feudais da Idade Média, padres e inquisidores, espíritos rebeldes e revoltados, perdidos nos caminhos cheios da treva das suas consciências polutas“.(9)
A concepção de que o homem possa encarnar na condição de branco, negro, mulato ou índio, estabelece uma ruptura com o preconceito e a discriminação raciais. Não esqueçamos, porém, que na Grã-Bretanha, ainda hoje, muitos adeptos do Neo-espiritualismo rejeitam a tese da reencarnação, por não admitirem a possibilidade de terem tido encarnações em posições inferiores quanto à raça e à condição social. Com essa visão, um Espírito, reencarnado num corpo de origem negra, estará sujeito à discriminação e isso lhe será uma condição, uma contingência evolutiva a ser superada. Para uns pode ser uma expiação, para outros uma missão.
Com os princípios espíritas se “apaga naturalmente toda a distinção estabelecida entre os homens segundo as vantagens corpóreas e mundanas, sobre as quais o orgulho fundou castas e os estúpidos preconceitos de cor“.(10) Como se observa, uma doutrina libertária como o Espiritismo, não compactua, sob quaisquer pretextos, com nenhuma ideologia que vise a discriminação étnica entre os grupos sociais.
A verdade é que nos grandes debates de cunho sociológico, antropológico, filosófico, psicológico etc, o Espiritismo provocará a maior revolução histórica no pensamento humano, conforme está inscrito nas questões 798 e 799 de O Livro dos Espíritos, sobretudo, quando ocupar o lugar que lhe é devido na cultura e conhecimento humanos, pois seus preceitos morais advertirão aos homens a urgente solidariedade que os há de unir como irmãos, apontando, por sua vez, que o progresso intelecto-moral na vida de todos os Espíritos é lei universal, tomando, por modelo, Jesus, que ante os olhos do homem, é o maior arquétipo da perfeição que um Espírito pode alcançar.(11)
Fontes
01 – Entre os teóricos do racismo alemão, dizia-se dos europeus de raça supostamente pura, descendentes dos árias.
02 – A Gênese, pág. 31.
03 – A Gênese, págs. 415-416
04 – Revista Espírita de abril de 1862.
05 – Primitivo era todo aquele povo que não havia chegado ao grau de cultura e tecnologia do europeu. Sem dúvida que era uma visão do europeu da época, que considerava os negros e os latinos selvagens.
06 – O Livro dos Espíritos, Capítulo V, item 6º.
07 – Soldado da força incumbida de velar pela segurança e ordem pública, na França.
08 – Renúncia, de Francisco Cândido Xavier, ditado pelo Espírito Emmanuel, pág. 412.
09 – Brasil, Coração do Mundo Pátria do Evangelho, de Francisco Cândido Xavier, ditado pelo Espírito Humberto de Campos.
10 – Revista Espírita de abril de 1861.
11 – O Livro dos Espíritos, Parte 3ª, q. 798 e 799, cap. VIII item VI – Influência do Espiritismo no Progresso.
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Esta postura física que se assemelha ao desenho rúnico faz com que sintamos os benefícios energéticos da runa correspondente. Pela Lei das Correspondências, se usamos nosso corpo físico para tomar a forma de uma runa qualquer, nossa estrutura interior, com seus chacras, nadis e Centros Psíquicos, irá absorver a energia cósmica correspondente à runa imitada. Mas, antes, façamos um pequeno preâmbulo do que signifique o termo Runa. Muitas e variadas são as definições da palavra Runa. Suas origens podem ser buscadas no antigo nórdico e anglo-saxão Run, no neo-islandês Runar ou no alemão arcaico Runa. Tais palavras por sua vez, derivam da palavra raiz indo-européia Ru, que tanto significa Mistério quanto Segredo. Segundo os historiadores há inscrições rupestres pré-históricas, conhecidas como inscrições de Hallristinger, que foram feitas pelas tribos da era neolítica e da Idade do Bronze na região norte da Itália. Há grande semelhança entre o alfabeto rúnico antigo e a escrita etrusca. Mitologicamente a criação das Runas é atribuída a Odin, Deus nórdico. Seu nome deriva do escandinavo arcaico Od, significando Vento ou Espírito. Afirma-se que Odin adquiriu o conhecimento secreto por um supremo ato de Auto-Sacrifício. Ele permaneceu suspenso por 9 (nove) dias e 9 (nove) noites empalado pela sua própria lança na Yggdrasil ou Árvore do Mundo, para obter a Sabedoria Proibida (ou seja, o número 9 e o empalamento simbolizam o sacrifício necessário para o despertar da Kundalini). Afirma-se também que Odin bebeu longamente o sagrado caldo do caldeirão do deus Mimir (a transmutação), para aprender os mistérios da vida e da morte. O caldeirão é um símbolo antigo da Grande Deusa Mãe (Kundalini). Todos estes mitos indicam claramente um profundo simbolismo ao qual devemos reflexionar profundamente. Segundo a tradição gnóstica, as runas são um alfabeto entregue nos primórdios da raça humana sobre a Terra. Mais precisamente na 1ª Raça Raiz (Raça Protoplasmática ou Polar), há muitos milhões de anos. Esse alfabeto foi trazido desde os mundos internos, as dimensões superiores da natureza para nosso benefício. A sabedoria das Runas é realmente sagrada e o V.M. Samael a entrega decifrada e até experimentada. As Runas foram a linguagem sagrada dos primitivos Iniciados das primeiras raças humanas, cujo alfabeto constava originalmente de 22 caracteres ou letras com mágicos poderes esotéricos, 15 dos quais o V.M. Samael nos entrega decifrados e praticáveis. Cada letra é uma Runa e esta é um símbolo hierático de divinos ensinamentos secretos. O discípulo poderá dispor seu corpo físico em determinada posição e assim assemelhá-lo aos símbolos rúnicos para executar práticas que despertam e desenvolvem os poderes interiores e mesmo nossa Consciência. A Runa é uma espécie de "Judô Cósmico", é também um meio de defesa psíquica com conexão cósmica. Essas posturas sagradas cósmicas deram origem, mais tarde, às Artes Marciais, como o Caratê, Kung-Fu, Judô etc. Devemos lembrar que o ser humano é um trio de matéria, energia e consciência. Nossos dedos são como antenas (isto nos lembra o Teorema do Poder das Pontas, segundo a Radiônica) para captação de energia cósmica. Existem vórtices energéticos (chacras secundários) nas mãos (chacras palmares), nas plantas dos pés e nos joelhos (chacras devocionais). Trabalhando com as Runas ativamos esses vórtices e nos capacitamos a receber auxílio oriundo do Cosmos e da própria Mãe Terra. Não devemos esquecer que tudo no Cosmos vibra, é energia, é som, é vida. A Sábia combinação dos movimentos físicos com os mantras cria condições internas de Ordem Superior, que nos ajudam a despertar nossa Consciência. Alguns dos benefícios da prática constante e equilibrada da Magia das Runas:
EXERCÍCIOS MÁGICOS DAS RUNAS FA Devemos saudar cada novo dia de imensa alegria, quando nos levantamos da cama, devemos elevar os braços para o Cristo-Sol, o Nosso Senhor, de tal forma que o braço esquerdo fique um pouco mais elevado que o direito. Assim, desta forma, nosso corpo físico tomará a forma desta Runa sagrada. As palmas das mãos permanecem diante da luz nessa inefável atitude de quem realmente aspira receber os divinos raios solares. Esta é a sagrada posição da Runa Fa. Uma vez é assim postados, trabalharemos agora com o Pranayama, respirando pelo nariz e exalando o ar pela boca de maneira rítmica e com muita fé e Imaginação Criadora. Imaginemos que a luz do Cristo Cósmico entra em nós pelos dedos das mãos, circula pelos braços e inunda o nosso organismo, chegando até a Consciência, estimulando-a, despertando-a e chamando-a à atividade. Também nas noites misteriosas e divinas, pratiquem este Judô Rúnico diante do céu estrelado de Urânia. A posição é a mesma, porém devemos acrescentar a seguinte oração: Força Maravilhosa do Amor... Força Maravilhosa do Amor... Força Maravilhosa do Amor... Avivai Meus Fogos Internos, para que Minha Consciência Desperte! A seguir, vocalize os mantras: FA...FE...FI...FO...FU... Deve-se alongar o som nas vogais. (Cada sílaba deve ser vocalizada em uma respiração completa, até se expelir todo o ar dos pulmões.) Esta pequena porém forte oração pode e deve ser feita com todo o coração tantas e quantas vezes desejar. Planetas: Mercúrio e SolCor: Violeta IS Esta runa canaliza o poder de nossa Deusa Interior, conhecida entre os gnósticos como Mãe Divina, Ram-io ou Devi Kundalini Shakti. Os gnósticos afirmam que Deus desdobra-se como Pai e como Mãe. Como Pai é a Sabedoria Divina e como Mãe é o mais puro e inefável Amor. Pratiquemos esta runa para canalizar o Amor e o Poder da Mãe Divina. Na posição militar de sentido, levantemos os braços para formar uma linha reta com o corpo. Depois de orar e pedir ajuda a Mãe Divina, cantemos o mantram Isis, assim: Iiiiiiiiiiiiiiiisssssssss... Alonga-se o som das letras e divide-se a palavra em duas sílabas: Is... Is... Depois, deitamos, relaxamos o corpo e, cheios de êxtase, nos concentramos e meditamos em nossa Mãe Divina, suplicando-lhe aquilo que mais necessitamos: orientação, inspiração, saúde, força, compreensão para nosso trabalho psicológico íntimo. Planeta: Lua Cor: Prata AR O VM Samael nos ensina que o mantra desta runa é justamente a palavra sagrada Ário. O mantra Ario prepara os gnósticos para o advento do fogo sagrado. Pratique-o todas as manhãs e ao cantá-lo, dividam-no em três sílabas, ou seja, a cada respiração, uma sílaba: A... RI... O... Alongue o som de cada letra. Aconselha-se a empregar dez minutos diários nesta prática. Entre os inúmeros benefícios desta runa mágica, temos a canalização de nossas energias sexuais para o despertar da Consciência; o desbloqueio de nossos nadis e o equilíbrio dos Centros da máquina humana. Planeta: Urano Cor: Branco SIG Sugere-se selar sempre todos os trabalhos mágicos, orações, invocações, cadeias de cura etc. com esta Runa. Trace-a com a mão direita, estendendo o dedo indicador. Execute o zig-zag do raio, de cima abaixo, ao mesmo tempo em que imita o som da letra S de maneira prolongada, como um sibilo doce e aprazível: Sssssssssssss... Planeta: Netuno Cor: Lilás TYR As práticas correspondentes à Runa Tyr, ou Tir, consistem em se colocar os braços estendidos de lado, fazendo o corpo tomar a posição da cruz. Em seguida, abaixe e levante as mãos lenta e ritmicamente (estas devem estar meio fechadas, como conchas a colher algo) enquanto se faz ressoar o poderoso mantra Tir, para despertar nossa Consciência. Os sons das letras I e R são alongados: Tiiiiiiiiirrrrrrrrrr... Portanto, canta-se o mantra Tir prolongando bem as letras I e R, não se esquecendo de golpear com o T. O T, ou Tau, golpeia a consciência procurando o seu despertar. O I trabalha intensamente com o sangue, o veículo da Essência, e o R, além de intensificar a circulação nas veias e vasos sangüíneos, opera maravilhas com as flamas ígneas, intensificando e estimulando o despertar de nossa consciência. Ótimo exercício para quem tem problemas de falta de memória, esquecimento, divagações, desatenções, fantasias e devaneios que a nada levam. Planeta: Peixes Cor: Laranja BAR Combine inteligentemente os exercícios das Runas Bar com os da Runa Tir. Levante os braços para o alto e abaixe as mãos como se fossem conchas, enquanto canta os mantras Tir e Bar, alternadamente, assim: Tiiiiiiiiiirrrrrrrrr... Baaaaaaaaarrrrrrrrr... Tiiiiiiiiiirrrrrrrrr... Baaaaaaaaarrrrrrrrr... Objetivos desta prática: 1. Mesclar sabiamente em nosso Universo Interno as forças mágicas das duas Runas. 2. Despertar a Consciência. 3. Acumular internamente átomos crísticos de altíssima voltagem. Planeta: Áries Cor: Vermelho Esta é outra runa sagrada que conecta nossa Consciência pessoal com a supraconsciência de nossa Mãe Divina. Amando a nossa Mãe Divina e pensando nesse Grande Ventre, onde os mundos são gerados, oremos diariamente assim: Dentro do Meu Real Ser Interno Reside a Luz Divina. Rrrrraaaaaammmmmmmm... iiiiiiiiioooooo... É a Mãe de meu Ser, é Devi Kundalini. Raaaaammmmm iiiiiiiooooo... Ajuda-me... Raaaaaaaammm iiiiiiooooo... Ilumina-me... Raaaammmm iiiiiooooo... És minha Mãe Divina, Ísis minha, tu tens o Menino Hórus, meu verdadeiro ser, em teus braços... Preciso morrer em mim mesmo para que minha Essência se perca nele... nele... nele... Esta oração se faz em frente ao Sol com as mãos levantadas, as pernas levemente abertas e o corpo agachado, como se esperando para receber Luz e mais Luz. Constelação: Virgem Cor: Azul DORN (ou TORN) Na posição militar de sentido, parado, com o rosto voltado para o Oriente, coloque os braço direito de tal maneira que a mão fique apoiada sobre a cintura ou quadril, descrevendo a forma desta Runa. Cante agora as seguintes sílabas mântricas: TA... TE... TI... TO... TU... Pratica-se este exercício todos os dias ao sair do Sol, com o propósito de desenvolvermos a Vontade-Cristo, a força de vontade Solar e Positiva, para que aprendamos com a Consciência a fazer a "Vontade do Pai que está em segredo". Planeta: Sol Constelação: Libra Cores: Azul e Dourado OS Ou Runa Olin. Alterne sucessivamente os braços durante as práticas esotéricas com esta Runa. Inicialmente, coloque os braços para baixo, esta é a primeira posição. Depois, coloque-os na cintura como na Runa Dorn ou Torn. Repito que devem examinar cuidadosamente as duas representações gráficas da Runa Os. Durante esta prática rúnica, combine rítmica e harmoniosamente os movimentos com a respiração. Inale o prana pelo nariz, exalando-o após pela boca, juntamente com o místico som Torn, no qual se alonga a pronúncia de cada letra: Tooooooorrrrrrrrnnnnnnn... Ao inalar, imagine as forças sexuais subindo desde as glândulas sexuais por esse par de cordões nervosos simpáticos conhecidos na Índia com os nomes de Idá e Píngala. Esses canais, ou nadis, transportam o poder mais sagrado dentro de nós, que é a energia sexual. As forças sexuais, seguindo por esses nervos ou "tubos", chegam até o cérebro e continuam até o coração por intermédio de outros canais, entre os quais está o Amrita Nadi. Ao exalare, imagine que as energias sexuais entram no coração e penetram profundamente, chegando até a consciência para despertá-la. Golpeiem a consciência com força, com THELEMA (vontade), combinado assim as duas Runas. Depois reze e medite. Suplique ao Pai que está em segredo. Peça a Ele o despertar da consciência. Suplique à Divina Mãe Kundalini, roguem com infinito amor para que Ela faça subir, que faça chegar até o coração e até o mais profundo da consciência as suas energias sexuais. Amem e rezem. Meditem e supliquem. Se tiverem fé mesmo sendo do tamanho de um grão de mostarda, moverão montanhas. Recorde que o princípio da ignorância está na dúvida. Pedi e se vos dará, batei e se vos abrirá. Planeta: Plutão Constelação: Escorpião Cor: Branco RITA Os mantras fundamentais da Runa Rita são: RA... RE... RI... RO... RU... Na Runa Fa tivemos de levantar os braços. Na Runa Ur, abrimos bem as pernas. Na Runa Dorn pusemos um braço na cintura. Na Runa Os mantivemos as pernas abertas e os braços na cintura. Agora na Runa Rita devemos abrir uma perna e um braço. Assim, nessas posições, os irmãos gnósticos ver-se-ão como se fossem os próprios símbolos rúnicos, da maneira como são escritas as letras. Esta prática rúnica tem o poder de libertar o Juízo Interno. Precisamos despertar o Budhata, a alma, e nos converter em juizes conscientes. A presente Runa possui o poder de despertar a Consciência do Juízo. Recordemos essa voz chamada de Remorso.Os que não o escutam estão muito longe de seu Juiz Interno, comumente são Casos perdidos. Gente assim deve trabalhar intensamente com a Runa Rita para libertar seu Juízo Interno. Precisamos urgentemente aprender a nos guiar pela Voz do Silêncio, pelo Juiz Íntimo. Planeta: Júpiter Cor: Verde KAUM A misteriosa Runa Kaum representa com inteira exatidão a mulher-sacerdotisa e também a espada flamejante. A Runa Kaum, com seu cabalístico 6, vibra com intensidade dentro da Esfera de Vênus, o planeta do amor. A Runa Rita influi decididamente nas glândulas endócrinas masculinas e a Runa Kaum exerce sua influência sobre as glândulas femininas. Os mistérios da Runa Kaum brilham gloriosamente no fundo da Arca, aguardando o momento de serem realizados. A Runa Kaum serve para a transmutação das Energias Sexuais. Deve ser usada pelos solteiros e casados. Posição: Corpo ereto, braços formando um ângulo de cerca de 45 graus com o corpo, e cantar o mantra: KAAAAAAAAAAOOOOOOOOMMMMMMMM... Planeta: Vênus Cor: Rosa HAGAL Amado discípulo, medite profundamente na Unidade da Vida, no Grande Alaya do Universo, no Mundo Invisível, bem como nos Universos Paralelos da dimensões superiores do espaço. Concentre o pensamento nas Walquírias... nos Deuses do fogo, do ar, das águas e da terra... Agni é o Deus do fogo. Paralda é o Deus do ar. Varuna é o Deus da água. Gob é o Deus do elemento da terra. Através da meditação, poderá entrar em contato com os Deuses Elementais. Trace a Runa Hagal sobre um papel em branco e concentre a mente em qualquer um dos quatro principais Deuses dos Elementos. Peça socorro a eles quando for necessário. Chame-os. Invoque-os quando precisar. Depois de traçado o santo signo, a maravilhosa Runa Hagal, cante os seguintes mantras: Achaxucanac... Achxuraxan... Achgnoya... Xiraxi... Iguaya... Hiraji... Constelação: Sagitário Cor: Todas as sete do espectro NOT Em caso de se necessitar a assistência de Anúbis, faz-se urgente negociar com Ele. Abra os braços na forma da Runa Not. Um deles formará um ângulo de 135 graus com o corpo e o outro um ângulo de apenas 45 graus com o corpo. Depois o braço que forma o ângulo de apenas 45 graus passará a formar um de 135 graus, enquanto que o que formava o ângulo de 135 graus formará 45. Assim, sucessivamente alternam-se os braços. Durante o exercício cantarão os mantras: NA... NE... NI... NO... NU... Mantendo a mente concentrada em Anúbis, o Chefe do Karma e suplicando o negócio desejado, pedindo a ajuda urgente. Observe bem a figura da Runa Not. Imite com os braços o seu signo. Alterne o braço direito e esquerdo durante a movimentação. Planeta: Saturno LAF A prática correspondente a esta Runa consiste em parar defronte ao Sol, de manhã, no momento em que ele sobe pelo Oriente, naquela atitude mística manifestada pela Runa Laf, com as mãos levantadas, e implorar-Lhe auxílio esotérico. Suplique o Despertar da Consciência, a Morte das Trevas Interiores, o aflorar do Fogo Interior... Esta prática deve ser feita na aurora do dia 27 de cada mês. Constelação: Touro Cor: Dourado GIBUR Esta Runa é a letra G da Maçonaria. É pena que os M.'. M.'. não hajam compreendido a profunda significação desta misteriosa letra. O G é a cruz swastika, o amén, o maravilhoso final de todas as orações. G também é o Gott ou God, que significa Deus. Saibam o que é Gibraltar (Giburaltar: o altar da vida divina, a ara de Gibur). As pessoas esqueceram-se das práticas rúnicas, porém a Runa Cruz ainda não foi esquecida, felizmente.Traçando o símbolo sagrado da swastika com os dedos polegar, índice e médio da mão direita, podemos nos defender das potências tenebrosas. As colunas de Demônios fogem diante da swastika. Constelação: Escorpião Cores: Vermelho e Dourado FONTES DE PESQUISA Aun Weor, Samael - "Rosa Ígnea" Aun Weor, Samael - "Tratado de Teurgia e Magia Prática" Aun Weor, Samael - "Logos, Mantram e Teurgia" Aun Weor, Samael - "As Três Montanhas" Aun Weor, Samael - "O Matrimônio Perfeito" |
Mantras - Runas
Os grandes pensadores de todos os tempos, os maiores filósofos e estudiosos nos campos da cosmologia e da metafísica, têm dedicado sua inteligência e seu tempo à pesquisa e ao entendimento da figura do Criador de todas as coisas e seres do Universo, este tomado no sentido amplo. Criaram até uma ciência para isso: a TEODICÉIA. Dois assuntos principais foram objeto do exame desses estudiosos: a) a existência de Deus, e b) a essência de Deus.
Deus Existe? O grande filósofo da França, Descartes, baseia-se no chamado argumento ontológico, para afirmar que sim: eu tenho idéia de um ser, de um ente perfeito; este ente perfeito tem que existir, porque se não existisse faltar-lhe-ia a perfeição da existência e então não seria perfeito. É o argumento pela evidência.
Outro vulto notável do pensamento francês foi Voltaire. Seu raciocínio é prático, ao afirmar: “O Universo me espanta e não posso imaginar que este relógio exista e não tenha relojoeiro“. Assim, diante da realidade do Universo, é forçoso reconhecer que ele foi feito por alguém. Se esse alguém não foi o homem, só pode ter sido Deus, mas este nos concede sempre o benefício da dúvida, não é mesmo?
Deve-se, porém, ao famoso S. Tomaz de Aquino, autor da não menos famosa Summa Theológica, a prova da existência de Deus mais convincente, baseada nos argumentos metafísicos.
Ele diz que a existência de Deus pode ser provada por cinco vias, que são a do movimento, da causalidade, dos seres contingentes, dos graus de perfeição dos seres e da ordem do mundo. Esses argumentos assim se sintetizam:
Ele diz que a existência de Deus pode ser provada por cinco vias, que são a do movimento, da causalidade, dos seres contingentes, dos graus de perfeição dos seres e da ordem do mundo. Esses argumentos assim se sintetizam:
1 – Se no mundo existe movimento ou mudança, que caracteriza o vir-a-ser, deve existir um motor primeiro que não seja movido por nenhum outro, pois se tudo fosse movido, teríamos o efeito sem causa;
2 – Há uma causa absolutamente primeira, transcendente às causas em geral; assim, se existem as causas segundas, deve existir a causa primeira, porque as causas segundas são efeitos.
3 – Existem seres contingentes, que não possuem em si mesmos a razão de sua existência, que são mas poderiam não ser; se existem seres contingentes, deve existir um ser necessário;
4 – Nas coisas existem vários graus de perfeição, referentes à beleza, à bondade, à inteligência, à verdade; então deve haver um ser infinitamente perfeito, porque o relativo exige o absoluto;
5 – Prova pela ordem do mundo, pela organização complexa do Universo, pelo governo das coisas, tudo devido a uma inteligência ordenadora, superior, absoluta, necessária.
Deus
A esquizofrenia apresenta um conjunto de sintomas bastante diversificado e complexo, sendo, por vezes, de difícil compreensão. Pode surgir e desaparecer em ciclos de recidivas e remissões. Hoje, é encarada, não como uma doença única, mas, como um grupo de patologias, atingindo todas as classes sociais e grupos humanos. Geralmente, o diagnóstico tem mostrado níveis de confiabilidade, relativamente baixos ou inconsistentes. Explicando, aqui, a esquizofrenia não é a dupla pessoalidade, pois é muito mais ampla que isso e não há motivos de incluir, nela, os Transtornos de Personalidade Múltipla.
Em 2004, no Japão, o termo japonês para esquizofrenia foi alterado de Seishin-Bunretsu-Byo (doença da mente dividida) para Togo-shitcho-sho (desordem de integração). Em 2006, ativistas no Reino Unido, sob o jargão de Campanha para a Abolição do Rótulo de Esquizofrenia, defenderam semelhante rejeição do diagnóstico de esquizofrenia e uma abordagem diferente para a compreensão e tratamento dos sintomas associados a ela.
Coube ao suíço Eugen Bleuer, em 1911, a criação do termo "esquizofrenia" significando uma dissidência entre pensamento, emoção e comportamento (esquizo significa cisão e frenia quer dizer mente). É uma doença crônica que atinge, aproximadamente, 60 milhões de pessoas do planeta (1% da população mundial), sendo distribuída de forma igual pelos dois sexos. A diagnose da doença tem sido criticada como desprovida de validade científica ou confiabilidade, e, em geral, a validade dos diagnósticos psiquiátricos tem sido objeto de críticas mais amplas. Uma alternativa sugere que os problemas com o diagnóstico seriam mais bem atendidos se de dimensões individuais fossem, ao longo das quais todos variam, de tal forma, que haveria um espectro contínuo, em vez de um corte distinto entre normal e doente. Geralmente, o esquizofrênico não é violento ou perigoso. Fora da crise, é uma pessoa como qualquer outra. Porém, alguns poucos, quando em crise, tornam-se agressivos, verbal ou fisicamente, pois os delírios ou as alucinações podem fazer com que se sintam ameaçados.
Não há sintomas determinantes que possibilitem um diagnóstico preciso, de imediato. Tanto pode começar, repentinamente, e eclodir numa crise exuberante, como começar, lentamente, sem apresentar mudanças extraordinárias, e somente depois de anos surgir uma crise característica. Os sintomas podem ser confundidos com "crises existenciais", "revoltas contra o sistema", "alienação egoísta", uso de drogas, etc. O delírio de identidade (achar que é outra pessoa) é a marca típica de um doente. É, com frequência, relacionada com o mendigo que deambula pelas ruas, que fala sozinho, com a mulher que aparece na TV, dizendo ter outros álteres, e com o "louco" que aparece nas telenovelas e nos filmes. Foi, durante muitos anos, sinônimo de exclusão social, e o diagnóstico de esquizofrenia significava internação em hospitais psiquiátricos (manicômios) ou asilos, como destino "certo", onde os pacientes ficavam durante vários anos.
Manifesta-se, habitualmente, na parte final da adolescência ou no início da vida adulta. Afirma-se que os primeiros sinais e sintomas de esquizofrenia são traiçoeiros. Os primeiros "sinais" de sossego/calma e afastamento, visíveis num adolescente, normalmente, passam despercebidos, como não sendo sinais de alerta, pois, considera-se o fato de que "é, apenas, uma fase" por que passam os jovens. É importante, porém, que se diga o quanto é difícil interpretar esses comportamentos, associando-os à idade. A sintomatologia esquizofrênica se apresenta demasiada abrangente, sendo uma síndrome com grande componente fisiológico, com a presença marcante das alucinações e dos delírios. O comportamento, frequentemente, fica condicionado às ideias delirantes paranoides e às alucinações auditivo-verbais que os doentes, geralmente, apresentam.
Pouco se sabe sobre essa doença e, ante o desafio terapêutico, o máximo que se consegue é obter controle dos sintomas com os antipsicóticos. Faz, apenas, um pouco mais de 10 anos que a Organização Mundial de Saúde editou critérios objetivos e claros para a realização do diagnóstico da esquizofrenia. As causas do processo patogênico são um mosaico: a única coisa evidente é a constituição pluricausal da doença. Isso inclui mudanças na química cerebral [a atividade dopaminérgica é muito elevada nos indivíduos esquizofrênicos], fatores genéticos e mesmo alterações estruturais.
Na atualidade, alguns neurotransmissores vêm sendo colocados na implicação da fisiopatologia dessa doença, tais como a serotonina e a noradrenalina. Do ponto de vista fisiológico, e apesar das grandes descobertas já realizadas até aqui, no campo dos mecanismos etiopatogênicos, é preciso considerar que o arsenal, ainda, não se esgotou. Isso porque, afora as contribuições psicossociais, há que se levar em consideração o Espírito imortal, agente causal fundamental. Segundo Jung, "A investigação da esquizofrenia constitui uma das tarefas mais importantes da psiquiatria futura. O problema encerra dois aspectos: um fisiológico e um psicológico... "(1)
É importante frisar que a Esquizofrenia tem cura. Até bem pouco tempo, pensava-se que era incurável e que se convertia, obrigatoriamente, em uma doença crônica e para toda a vida. Atualmente, entretanto, sabe-se que uma porcentagem de pessoas que sofre desse transtorno pode recuperar-se por completo e levar uma vida normal, como qualquer outra. Algumas, com quadros mais graves, apesar de dependerem de medicação, chegam a melhorar até o ponto de poderem desempenhar bem seu ofício, casar e constituir família. O matemático norte-americano, John Nash, que, em sua juventude, sofria de esquizofrenia, conseguiu reverter sua situação clínica e ganhar o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas, em 1994.
Percebe-se, atualmente, certo conflito entre a ala conservadora da Psiquiatria e o Espiritismo, que tomou vulto entre nós, em virtude do crescimento do movimento espírita brasileiro. Na proporção em que o conceito de matéria se pulverizou nas mãos dos físicos, e atingiu o plano da física quântica, verificou-se uma nova revolução copernicana, no que tange à concepção do homem integral. Hoje, há grande número de psiquiatras espíritas que estabelece o diálogo entre corpo e espírito.
A propósito, as doenças são do corpo ou da alma? Encontramos, em "O Livro dos Espíritos", parte II, capítulo VII, que "a matéria é apenas o invólucro do Espírito. Unindo-se ao corpo, o Espírito conserva os atributos de natureza espiritual; que o exercício das faculdades do Espírito depende dos órgãos que lhes servem de instrumento." (2) Traz o Espírito certas pré-disposições ao renascer. O princípio das faculdades está no Espírito e não nos órgãos. Na visão espírita, "esquizofrênicos"são Espíritos sujeitos a uma punição. Sofrem por habitarem corpos, cujos órgãos comprometidos os impedem de se manifestarem plenamente.
As enfermidades fisiopsíquicas são efeitos e não causas: Tanto as distonias mentais quanto as doenças orgânicas expressam os resultados de ações desequilibradas do Espírito, cuja conduta negativa prejudica, primeiramente, o próprio autor, abrindo zonas mórbidas em seu psiquismo, refletindo-se no seu perispírito e registrando-se no corpo físico em reencarnações posteriores. "A mente transmite ao carro físico, a que se ajusta durante a encarnação, todos os seus estados felizes ou infelizes, equilibrando ou conturbando o ciclo de causa e efeito..."(3) Portanto, é uma patologia que guarda a sua origem profunda no Espírito que delinquiu. É mister levar em conta a influência negativa, através da obsessão, o que contribui para o agravamento do quadro e para o surgimento de outras disfunções características do transtorno. Por isso mesmo, é preciso vê-la como sendo um processo misto de natureza espiritual, fisiológica, obsessiva e com influências psicossociais.
A divisão da mente, a diluição da memória, o afastamento da realidade parecem denunciar uma espécie de nostalgia psíquica que determina a inadaptação do espírito à realidade atual. Podem ocorrer casos típicos de auto-obsessão nas modalidades variáveis da Esquizofrenia. Os casos se agravam com a participação de entidades obsessoras, geralmente atraídas pelo estado dos pacientes. Este é motivo relevante para a prática da desobsessão.
Psiquiatria e Espiritismo podem ajudar-se, mutuamente, ao que parece, em futuro bem próximo. Não há razão para que a Psiquiatria condene os processos espíritas no tratamento dos casos de obsessão e auto-obsessão. É muito importante ampliar o entendimento das causas originais da esquizofrenia e considerar imprescindível o tratamento espiritual [desobsessão, passe, água fluidificada, oração] oferecido pela Doutrina Espírita, com base nos ensinamentos do Cristo, que, um dia, inevitavelmente, constará nas propostas científicas para o tratamento de todas as doenças humanas.
Em 2004, no Japão, o termo japonês para esquizofrenia foi alterado de Seishin-Bunretsu-Byo (doença da mente dividida) para Togo-shitcho-sho (desordem de integração). Em 2006, ativistas no Reino Unido, sob o jargão de Campanha para a Abolição do Rótulo de Esquizofrenia, defenderam semelhante rejeição do diagnóstico de esquizofrenia e uma abordagem diferente para a compreensão e tratamento dos sintomas associados a ela.
Coube ao suíço Eugen Bleuer, em 1911, a criação do termo "esquizofrenia" significando uma dissidência entre pensamento, emoção e comportamento (esquizo significa cisão e frenia quer dizer mente). É uma doença crônica que atinge, aproximadamente, 60 milhões de pessoas do planeta (1% da população mundial), sendo distribuída de forma igual pelos dois sexos. A diagnose da doença tem sido criticada como desprovida de validade científica ou confiabilidade, e, em geral, a validade dos diagnósticos psiquiátricos tem sido objeto de críticas mais amplas. Uma alternativa sugere que os problemas com o diagnóstico seriam mais bem atendidos se de dimensões individuais fossem, ao longo das quais todos variam, de tal forma, que haveria um espectro contínuo, em vez de um corte distinto entre normal e doente. Geralmente, o esquizofrênico não é violento ou perigoso. Fora da crise, é uma pessoa como qualquer outra. Porém, alguns poucos, quando em crise, tornam-se agressivos, verbal ou fisicamente, pois os delírios ou as alucinações podem fazer com que se sintam ameaçados.
Não há sintomas determinantes que possibilitem um diagnóstico preciso, de imediato. Tanto pode começar, repentinamente, e eclodir numa crise exuberante, como começar, lentamente, sem apresentar mudanças extraordinárias, e somente depois de anos surgir uma crise característica. Os sintomas podem ser confundidos com "crises existenciais", "revoltas contra o sistema", "alienação egoísta", uso de drogas, etc. O delírio de identidade (achar que é outra pessoa) é a marca típica de um doente. É, com frequência, relacionada com o mendigo que deambula pelas ruas, que fala sozinho, com a mulher que aparece na TV, dizendo ter outros álteres, e com o "louco" que aparece nas telenovelas e nos filmes. Foi, durante muitos anos, sinônimo de exclusão social, e o diagnóstico de esquizofrenia significava internação em hospitais psiquiátricos (manicômios) ou asilos, como destino "certo", onde os pacientes ficavam durante vários anos.
Manifesta-se, habitualmente, na parte final da adolescência ou no início da vida adulta. Afirma-se que os primeiros sinais e sintomas de esquizofrenia são traiçoeiros. Os primeiros "sinais" de sossego/calma e afastamento, visíveis num adolescente, normalmente, passam despercebidos, como não sendo sinais de alerta, pois, considera-se o fato de que "é, apenas, uma fase" por que passam os jovens. É importante, porém, que se diga o quanto é difícil interpretar esses comportamentos, associando-os à idade. A sintomatologia esquizofrênica se apresenta demasiada abrangente, sendo uma síndrome com grande componente fisiológico, com a presença marcante das alucinações e dos delírios. O comportamento, frequentemente, fica condicionado às ideias delirantes paranoides e às alucinações auditivo-verbais que os doentes, geralmente, apresentam.
Pouco se sabe sobre essa doença e, ante o desafio terapêutico, o máximo que se consegue é obter controle dos sintomas com os antipsicóticos. Faz, apenas, um pouco mais de 10 anos que a Organização Mundial de Saúde editou critérios objetivos e claros para a realização do diagnóstico da esquizofrenia. As causas do processo patogênico são um mosaico: a única coisa evidente é a constituição pluricausal da doença. Isso inclui mudanças na química cerebral [a atividade dopaminérgica é muito elevada nos indivíduos esquizofrênicos], fatores genéticos e mesmo alterações estruturais.
Na atualidade, alguns neurotransmissores vêm sendo colocados na implicação da fisiopatologia dessa doença, tais como a serotonina e a noradrenalina. Do ponto de vista fisiológico, e apesar das grandes descobertas já realizadas até aqui, no campo dos mecanismos etiopatogênicos, é preciso considerar que o arsenal, ainda, não se esgotou. Isso porque, afora as contribuições psicossociais, há que se levar em consideração o Espírito imortal, agente causal fundamental. Segundo Jung, "A investigação da esquizofrenia constitui uma das tarefas mais importantes da psiquiatria futura. O problema encerra dois aspectos: um fisiológico e um psicológico... "(1)
É importante frisar que a Esquizofrenia tem cura. Até bem pouco tempo, pensava-se que era incurável e que se convertia, obrigatoriamente, em uma doença crônica e para toda a vida. Atualmente, entretanto, sabe-se que uma porcentagem de pessoas que sofre desse transtorno pode recuperar-se por completo e levar uma vida normal, como qualquer outra. Algumas, com quadros mais graves, apesar de dependerem de medicação, chegam a melhorar até o ponto de poderem desempenhar bem seu ofício, casar e constituir família. O matemático norte-americano, John Nash, que, em sua juventude, sofria de esquizofrenia, conseguiu reverter sua situação clínica e ganhar o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas, em 1994.
Percebe-se, atualmente, certo conflito entre a ala conservadora da Psiquiatria e o Espiritismo, que tomou vulto entre nós, em virtude do crescimento do movimento espírita brasileiro. Na proporção em que o conceito de matéria se pulverizou nas mãos dos físicos, e atingiu o plano da física quântica, verificou-se uma nova revolução copernicana, no que tange à concepção do homem integral. Hoje, há grande número de psiquiatras espíritas que estabelece o diálogo entre corpo e espírito.
A propósito, as doenças são do corpo ou da alma? Encontramos, em "O Livro dos Espíritos", parte II, capítulo VII, que "a matéria é apenas o invólucro do Espírito. Unindo-se ao corpo, o Espírito conserva os atributos de natureza espiritual; que o exercício das faculdades do Espírito depende dos órgãos que lhes servem de instrumento." (2) Traz o Espírito certas pré-disposições ao renascer. O princípio das faculdades está no Espírito e não nos órgãos. Na visão espírita, "esquizofrênicos"são Espíritos sujeitos a uma punição. Sofrem por habitarem corpos, cujos órgãos comprometidos os impedem de se manifestarem plenamente.
As enfermidades fisiopsíquicas são efeitos e não causas: Tanto as distonias mentais quanto as doenças orgânicas expressam os resultados de ações desequilibradas do Espírito, cuja conduta negativa prejudica, primeiramente, o próprio autor, abrindo zonas mórbidas em seu psiquismo, refletindo-se no seu perispírito e registrando-se no corpo físico em reencarnações posteriores. "A mente transmite ao carro físico, a que se ajusta durante a encarnação, todos os seus estados felizes ou infelizes, equilibrando ou conturbando o ciclo de causa e efeito..."(3) Portanto, é uma patologia que guarda a sua origem profunda no Espírito que delinquiu. É mister levar em conta a influência negativa, através da obsessão, o que contribui para o agravamento do quadro e para o surgimento de outras disfunções características do transtorno. Por isso mesmo, é preciso vê-la como sendo um processo misto de natureza espiritual, fisiológica, obsessiva e com influências psicossociais.
A divisão da mente, a diluição da memória, o afastamento da realidade parecem denunciar uma espécie de nostalgia psíquica que determina a inadaptação do espírito à realidade atual. Podem ocorrer casos típicos de auto-obsessão nas modalidades variáveis da Esquizofrenia. Os casos se agravam com a participação de entidades obsessoras, geralmente atraídas pelo estado dos pacientes. Este é motivo relevante para a prática da desobsessão.
Psiquiatria e Espiritismo podem ajudar-se, mutuamente, ao que parece, em futuro bem próximo. Não há razão para que a Psiquiatria condene os processos espíritas no tratamento dos casos de obsessão e auto-obsessão. É muito importante ampliar o entendimento das causas originais da esquizofrenia e considerar imprescindível o tratamento espiritual [desobsessão, passe, água fluidificada, oração] oferecido pela Doutrina Espírita, com base nos ensinamentos do Cristo, que, um dia, inevitavelmente, constará nas propostas científicas para o tratamento de todas as doenças humanas.
Jorge Hessen
Site: http://jorgehessen.net
Site: http://jorgehessen.net
ESQUIZOFRENIA
Vanda Copolla Ippolito
Psicologia Clinica
Psicologia Clinica
A depressão altera a maneira como a pessoa vê o mundo, sente a realidade, o entendimento das coisas, as manifestações emocionais e o sentir da disposição e o prazer com a vida.
Caracteriza-se por um grande desinteresse pela vida, falta de vontade de viver, por vezes existem medos, seja de enfrentar algo ou apenas medo de viver. A situação depressão, que pode acontecer na infância, na vida adulta e após o parto, deveria ser mais fiscalizada por todos, pois pode acontecer com qualquer pessoa, com alguém da nossa família, sem que tenhamos consciência desse fato.
Em qualquer das situações, a pessoa com depressão sente-se incapaz de lidar com algo, ou sente que não vale a pena viver ou lutar e isso leva a afastar-se de tudo e de todos, podendo tentar ou consumar um suicídio. Pode haver angústia, acompanhada ou não da ansiedade e tristeza. Apresenta um quadro de sofrimento intenso, caracterizado pela insatisfação, e como decorrência desta o tédio.
Sintomas
Afastamento de amigos, falta de vontade de realizar uma determinada tarefa que progressivamente se alastra ou pode alastrar a muitas outras atividades; cansaço ou falta de energia; vontade de ficar só, afastando-se de tudo e de todos; não querer ouvir barulhos ou querer música ou barulhos em altos berros; abusar de medicamentos, álcool ou drogas; medo de executar determinadas tarefas, ou medo do que possa acontecer a outrem se falhar; vontade de chorar ou chora as escondidas; não se sente bem em lado nenhum; tem maus resultados escolares, incapacidade de se concentrar ou irrita-se facilmente; desleixa-se com o vestir ou com a sua apresentação; etc.
Tratamento
A situação corrente convencional para resolver a depressão, seja ela qual for costuma ser:
1 – Medicina Psiquiatra (tratamento com antidepressivos) disfunção do corpo.
2 – Psicologia Clinica (psicoterapia) componente emocional.
2 – Psicologia Clinica (psicoterapia) componente emocional.
Depressão na Visão Espírita
A depressão é milenar, sua raiz é espiritual (é constituída por atitudes milenares, podendo estar associada a uma obsessão ou não). Pode estar sendo acompanhada por um processo obsessivo ou ser uma doença psicológica, sendo 70% dos casos associada a interferência espiritual. É fruto de uma disfunção neuroquímica cuja causa não é explicada ainda pela medicina.
Como a insatisfação é uma das características principais da depressão, acompanhada de tédio, rebeldia e revolta contra DEUS, poderemos dizer que é uma doença da Alma, denotando falta de fé e egoísmo. Os indivíduos depressivos são aqueles que carregam um sentimento de culpa muito presente – o que os leva a uma constante autopunição inconsciente, são muito exigentes consigo mesmo e com os outros e não se consideram merecedores da felicidade e, até mesmo, do sucesso.
Sendo a depressão uma doença milenar, muitos espíritos já estão nascendo deprimidos, muitos desencarnam e continuam doentes na vida espiritual.
É interessante que o depressivo comece a trocar o PORQUE para PRAQUE sou deprimido, exercitando assim um olhar para dentro de si que não é feito há anos.
Tratamento na Visão Espírita
1 – O remédio Alopata traz alívio, trata somente do corpo físico.
2 – Passe Espiritual, chega ao Duplo Etéreo, para dar energia, vitalizar e reagir.
3 – Terapias Complementares-Energéticas (Florais, Acumpultura, Homeopatia, Reik, Cromoterapia, etc) chegam ao corpo Perispirítico.
4 – Psicoterapia (Transpessoal) a luz do Cristo, tem como foco as potencialidades da alma, tem como objetivo descobrir a raiz, chaga no Corpo Mental.
Como vimos, o estar na matéria é estar um pouco em depressão, e o convite para todos nós seria o TRILHAR DO HEROI.
Vanda Copolla Ippolito é Psicóloga e Terapeuta Complementar, com formação em Psicologia Transpessoal.
Mais informações em seu blog Psicologia Clinica.
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