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A harmonia mental e o equilíbrio evangélico nutrem as energias benfeitoras que circulam pelo perispírito, aumentando-lhe a luz e vitalidade, as quais, por força de sua alta vibração, também fluem para o meio exterior depois de utilizadas em
nível mental superior. Mas, quando a alma se degrada na prática de atos aviltantes e exaure suas forças para alimentar a violência ou a crueldade, ocorre um abaixamento vibratório tão nefasto, que se poderia descrever como sendo uma "carbonização" das energias astrais em torno do seu corpo fluídico. No caso da harmonia mental, as energias circulantes representam o "maná" que nutre o espírito em sua dinâmica angélica; mas o desequilíbrio perturba as forças operantes e então surgem os resíduos cáusticos, que depois se depositam na delicadeza circulatória do perispírito, formando uma crosta ácida, coleante e viscosa, que corrói, sufoca e alucina. Eis, então, as toxinas que os pântanos das trevas umbralinas depois absorvem no serviço rude da cura espiritual, e cujo processo resulta em atroz sofrimento para a alma, assim como, no benefício das intervenções cirúrgicas do vosso mundo, a dor está presente mas sem representar a punição do enfermo.
Sem Categoria
A Lei Cármica não pune, mas "reajusta". O processo de retificação espiritual propende para um só objetivo, que é consolidar a consciência ignorante e depois emancipá-la na sua configuração individual no Cosmo. É um processo severo e discipl
inado, mas sempre ascensional, visando a ventura do espírito, o qual, à medida que gradativamente aumenta ou amplia a sua área de consciência e afina o seu sentimento, opera a metamorfose do animal em anjo. No caminho da evolução espiritual, a Lei Cármica encarrega-se de indicar o caminho certo ao viajante despreocupado e teimoso, corrigindo os desvios que o retardam no caminho da angelitude. Desde o princípio do mundo o Criador tem enviado aos homens instrutores espirituais, que encarnam em todas as latitudes geográficas e entre os povos mais exóticos do orbe terráqueo, dando-lhes em linguagem pátria e acessível a todo entendimento as rotas exatas do caminho certo e das realizações ascensionais do espírito. Eles têm aconselhado tudo o que se deve fazer em todos os momentos de angústias e complicações humanas, apontando os labirintos ilusórios e afastando as sombras perturbadoras. Hão deixado sobre a Terra ensinamentos de todos os matizes e em todas as línguas, nos moldes mais científicos ou nas asas da poesia mais pitoresca, tudo de conformidade com a ética divina e a legislação da verdadeira e definitiva pátria espiritual. Nenhum povo e nenhuma criatura deixou de ser atendida, pois cada homem é o prolongamento de uma extensa cadeia de renascimentos em que, através de várias raças, ambientes e oportunidades diferentes, o seu espírito trava conhecimento com todas as formas de doutrinas e ensinamentos ministrados pela pedagogia sideral, a fim de desenvolver em si mesmo o sentido da universalidade e a definitiva consciência de sua imortalidade.
Sem Categoria
A definição de entidade "menos digna" prende-se a várias interpretações das quais será oportuno cogitar. Minuto a minuto, no labor comum da vida humana, o espírito é chamado a se comunicar com entidades menos dignas, da censura, da vaidade,
da mentira, do orgulho, da maledicência, do amor-próprio, da pretensão, da impiedade, da luxúria, da presunção e da cólera! O problema mais grave da criatura não é o de evitar comunicação com entidades menos dignas, mas sim o de como passar a agir após o contato com elas. Na hipótese de sermos entidade menos digna, cremos que o maior perigo para o médium, ou para vós que nos ouvis, não seria a nossa personalidade, mas sim as possíveis indignidades que despertassem em vós, devido à nossa influência. O perigo estaria, portanto, na simpatia que pudesse resultar entre vós e aquilo que fosse indigno. Muitos homens se consideram virtuosos porque deixaram de fumar; no entanto, o que mais lhes causa temor é o verem outros homens fumarem, porque ainda não venceram completamente o vício, que os espreita como um contínuo desejo oculto. Do mesmo modo, as criaturas realmente dignas nunca poderão temer que as encaminharemos para o mal, salvo se ainda lhes vive, oculto, o desejo para o mal. Encontrai-vos rodeados de tantas influências menos dignas que, de modo nenhum, poderíamos significar para vós um perigo, ao pôr em relevo as vossas responsabilidades. Satanás — entidade menos digna — não conseguiu perverter a alma de Jesus; no entanto, invocando legiões de anjos e cantando hosanas ao Cristo, os sacerdotes matavam criaturas nas fogueiras da Inquisição e os protestantes assassinavam os seus irmãos no Novo Mundo!
Espíritos
A obsessão é o domínio que alguns Espíritos inferiores logram adquirir sobre outros Espíritos, que se opera por meio da sintonia mental ou influência magnética, em que os fluidos perispirituais exercem papel fundamental.
É um fenômeno que, graças à conscientização de alguns psiquiatras espíritas, vem sendo estudado nos meios acadêmicos, facultando os diagnósticos e os tratamentos de certas enfermidades psíquicas, porém, ainda há muita ignorância no meio científico, razão pela qual, mesmo na atualidade, pessoas são internadas como se fossem loucas, quando não passam de obsidiadas. Precisam também de tratamento espiritual, sem que o terminam enlouquecendo de fato.
A obsessão apresenta surtos epidêmicos que vêm se acentuando nos últimos tempos, em que “[...] A mente humana abre-se, cada vez mais, para o contato com as expressões invisíveis”, e em que a Humanidade experimenta os efeitos da transição para o mundo de regeneração. A violência é o sintoma mais declarado dessa epidemia obsessiva que ronda a Humanidade, não só a violência coletiva, via de regra açulada pelo comportamento de massa, mas também a violência individual e também aquela que ocorre na intimidade das famílias ou mesmo nos locais públicos.
A obsessão, alçada à categoria de expiação, funciona também como prova, com vistas ao despertamento do Espírito para novos valores morais. Todos estamos sujeitos a ela, sejamos ou não espíritas, sejamos ou não médiuns ostensivos. As obsessões, classificadas por Kardec como simples, fascinação e subjugação, sempre existiram, nominadas, em o Novo Testamento, como “possessão”.
Na obsessão simples, o médium sabe que está sendo assediado por um Espírito perseguidor e este não disfarça. É um inimigo declarado, do qual é mais fácil se defender. Por isso, o médium se mantém em guarda e raramente é enganado. Entretanto, a pessoa não consegue se livrar deste tipo de assédio com facilidade, devido à persistência do obsessor. Apesar de tudo isso, a obsessão simples pode ser vencida pela própria vítima, sem a ajuda de terceiros, desde que conserve firme a vontade.
Já a fascinação é uma modalidade de obsessão mais acentuada, devido à ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento da pessoa, a qual lhe confunde o raciocínio, inibindo a sua capacidade de julgar as comunicações, visto que o fascinado não acredita que esteja sendo iludido. Toda vigilância é pouca, pois até mesmo os mais instruídos podem se enganados. Aqui, as consequências da interferência espiritual são mais graves: o obsessor, extremamente astuto e hipócrita – pois apresenta falsos aspectos de virtude -, convence a vítima a aceitar teorias e idéias absurdas. A tática principal do obsessor, nesta hipótese, é afastar o obsidiado das pessoas das quais depende para furtar-se ao processo obsessivo ou daqueles que poderiam advertir a vítima do seu erro.
A subjugação, também conhecida como “possessão”, conforme já visto, é outro tipo de obsessão. Assemelha-se muito à fascinação, porém, aqui, o obsessor atua com maior intensidade, uma vez que manipula o médium não apenas no aspecto psicológico, mas também no aspecto físico, sem que isto implique coabitação corporal permanente. A subjugação – psicológica ou corporal – é uma interferência do obsessor que paralisa ou anula a vontade e o livre-arbítrio daquele que a sofre e o faz agir contra a própria vontade.
A obsessão pode acontecer de várias maneiras: de encarnado para encarnado; de desencarnado para desencarnado; de desencarnado para encarnado; de encarnado para desencarnado; auto-obsessão; e obsessão recíproca.
As causas da obsessão variam de acordo com o caráter dos Espíritos envolvidos, mas a raiz dela está sempre nas enfermidades morais, características comuns aos habitantes dos planetas de provas e expiações, como é a Terra, tais quais vingança (muitas vezes de um inimigo do passado), ódio, inveja, orgulho, ira, ciúme, avareza, egoísmo, vaidade, maledicência, etc.
As consequências da obsessão dependem do grau de influência dos Espíritos e do poder de defesa e reação do obsidiado, podendo ir de um simples mal-estar até os desequilíbrios mentais e físicos de todos os matizes. Nos casos de fascinação e subjugação, se não forem tratadas a tempo, graças ao contato prolongado dos fluidos malsãos com as moléculas do organismo, podem levar à dominação completa, gerando enfermidades orgânicas e psicológicas graves que põem em risco a sanidade e a vida do paciente, caso em que se faz necessário, também, o tratamento médico convencional.
Independente do tipo de obsessão, porém, ela somente se inicia no caso de o obsidiado consentir, seja pela sua invigilância, seja pela sua fraqueza ou por nesta se comprazer. Daí a importância de o paciente mudar o seu comportamento, que, muitas vezes, é o fomentador da obsessão. Por isso, a recomendação de Jesus à mulher adúltera igualmente serve a todos nós: “Vai e não peques mais”, isto é, corrijamo-nos moralmente, evitando reincidir no erro, para que outros obsessores não sejam de novo atraídos pela nossa conduta irrefletida.
Os meios preventivos da obsessão são os mais eficazes e relativamente simples, pois encontram nos ensinamentos de Jesus remédios morais infalíveis, quando seguidos à risca. A prática do bem em todos os sentidos, a vigilância mental, o estudo, o trabalho, a oração pelo obsessor e por si mesmo, o perdão, a transformação íntima, a substituição de certos hábitos por outros mais elevados, contribuem muito para se evitar a influência dos irmãos infelizes, os quais, mesmo que perseverem com sua presença indesejável, acabam, não raras vezes, mudando de ideia e seguindo os bons exemplos da vítima e, às vezes, até perdoando o desafeto. Mesmo que o obsessor não se sensibilize com a conduta exemplar, muitas vezes acaba desistindo da perseguição, ao perceber que a vítima não está iludida e que lhe é impossível enganá-la. Assim, a confiança irrestrita em Deus e nas suas leis imutáveis constitui excelente antídoto contra a obsessão.
Já os casos de obsessão mais graves, uma vez instalados, exigem tratamento especializado, que geralmente são feitos nas reuniões doutrinárias de desobsessão, em que os perseguidores são esclarecidos sobre os problemas que os atormentam, num trabalho de orientação fraterna, com vistas a persuadi-los do erro em que incorrem.
As sessões de exorcismo, que consistem na prática de “expulsar” os chamados “demônios”, por meio de fórmulas e rituais místicos, muito utilizadas no passado e ainda atualmente, embora com menor intensidade, por certas doutrinas religiosas, mostraram-se ineficazes no tratamento da obsessão. O êxito do tratamento depende mais da autoridade moral do religioso do que de fórmulas ritualísticas ou ordens imperativas para que o Espírito obsessor se afaste. O Espiritismo não adota essa prática, porque não professa a crença na existência dos “demônios” como seres devotados eternamente ao mal, uma vez que eles nada mais são do que os Espíritos desencarnados (homens e mulheres que viveram na Terra), e ainda não evoluíram, como muitos de nós, e que constituem os enfermos que necessitam de remédio.
O Evangelho no Lar e a água fluidificada também são tratamentos muito eficazes, assim como os passes magnéticos, estes utilizados na Casa Espírita, geralmente empregados em complementação às sessões de evangelização dos Espíritos, com vistas à renovação dos fluidos malsãos que afligem os obsidiados.
Como ensinam os Espíritos, o mais poderoso meio de se combater a influência dos maus Espíritos é lutar, o máximo possível, para conquistar a virtude dos bons. Enfim, evangelizar-se, pois, no fundo, a obsessão é um problema educativo. Todos nós, sem exceção, estamos lutando para nos libertar das influências do mal, que, a rigor, reside em nós mesmos. Sem negligenciar-mos a saúde corporal, devemos dar prioridade à saúde da alma e, assim, como ensinou Jesus, seremos médicos de nós mesmos!
Autor (a): Christiano Torchi
Reformador (Revista de Espiritismo Cristão) – Federação Espírita Brasileira –
Ano: 127 – Nº 2.160 – Páginas: 31 à 33 – Fevereiro/2009
Livros Pesquisados:
KARDEC, Allan – O Livro dos Médiuns – 8º Edição – Federação Espírita Brasileira (FEB) – Cap.: 23, itens: 237 até 254 – Rio de Janeiro – 2007.
XAVIER, Francisco Cândido – Nos Domínios da Mediunidade – Pelo Espírito de André Luiz – 34ª Edição – 1ª Reimpressão – Cap.: 01 – Federação Espírita Brasileira (FEB) – Rio de Janeiro – 2008.
KARDEC, Allan – Obras Póstumas – 4ª Edição – Parte 1 Manifestações dos Espíritos, § 7, item 56 – Federação Espírita Brasileira (FEB) – Rio de Janeiro – 2007.
XAVIER, Francisco Cândido – Os Mensageiros – Pelo Espírito André Luiz – 45ª Edição – 1ª Reimpressão – Cap.: 05 – Federação Espírita Brasileira (FEB) – Rio de Janeiro – 2008.
KARDEC, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo – 127ª Edição – Cap.: 03, itens: 01 à 19 – Federação Espírita Brasileira (FEB) – Rio de Janeiro – 2007.
KARDEC, Allan – A Gênese – 52ª Edição – 1ª Reimpressão – Cap.: 14, itens: 45 à 49 – Federação Espírita Brasileira (FEB) – Rio de Janeiro – 2008.
Trechos da Bíblia – Novo Testamento
Marcos, Cap.: 01 Versículos: 21 à 27
LUCAS, Cap.: 4 Versículos: 31 à 41
JOÃO, Cap.: 8 Versículo: 11
Sem Categoria
A reencarnação acha-se claramente expressa nos textos sagrados. Muitas são as passagens do Velho e Novo Testamentos que nos servem para elucidar tal afirmativa.
Podemos ainda dividi-las em partes que nos mostrem seu caráter provacional, evolutivo, missionário e, acima de tudo, como Lei Divina.
A seguir analisamos algumas passagens:
Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos. (Isaías, 26: 19)
A crença nos renascimentos era vista entre os judeus sob o nome de ressurreição. Por isso o Profeta usa este termo, mas no fundo quer dizer a mesma coisa, ou para ser mais preciso, no seu sentido de renovação para uma nova vida, logo, a ressurreição é um objetivo da reencarnação.
Isaías diz que os mortos viverão, isto não pode ser entendido como viverão após a vida terrena, porque senão ele diria: ainda vivem. O termo viverão quer dizer tornar a viver; e para completar, e a terra lançará de si os mortos, nos dá claramente a idéia de voltar ao corpo de carne.
E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és
Mestre vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se
Deus não for com ele.
Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabe donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.
Nicodemos respondeu, e disse-lhe: Como pode ser isso?
Jesus respondeu, e disse-lhe: Tu és mestre em Israel, e não sabes isto? (…) (João, 3: 1 a 10)
Esta é a passagem clássica em que o texto evangélico mostra a reencarnação com o objetivo de chegar à perfeição; aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.
Jesus não podia ser mais claro no sentido de afirmar a necessidade reencarnatória. E diante da ignorância de Nicodemos, Ele explica: nascer da água e do Espírito (…)
A água sempre foi tida como o início da vida. Na Cabala hebraica, a água era a matéria primordial; o elemento frutificador.
Na Gênese mosaica, o autor diz que no princípio, o Espírito de Deus se movia sobre as águas. (Gênesis, 1: 2)
E este ensinamento é também dado por Emmanuel:
O protoplasma foi o embrião de todas as organizações do globo terrestre (…) Os primeiros habitantes da Terra, no plano material, são as células albuminóides, as amebas e todas as organizações unicelulares, isoladas e livres, que se multiplicam prodigiosamente na temperatura tépida dos oceanos.
Os modernos conhecimentos científicos atestam que as primeiras formas de vida, desde a concepção, se fazem no ambiente aquoso, seja a própria constituição do gameta feminino como o masculino, de cuja fusão (água) nasce o novo corpo, que adquirindo personalidade diversa da que possuía antes (espírito), recomeça o cadinho purificador, expungindo males e sublimando experiências para entrar no reino do Céus.
Logo, nascer da água, significa reencarnar, e nascer do Espírito, é renovar, melhorar, evoluir.
E é por isso, já ser conhecido dos judeus daquela época, que Jesus diz: Tu és mestre em Israel, e não sabes isto?
E passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?
Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus. (João, 9: 1 a 3)
Os discípulos de Jesus também já criam na pluralidade das existências, se assim não fosse, não fariam tal pergunta: quem pecou, estes ou seus pais. Jesus mostra que este não era um caso de pecado (expiação), mas de missão: foi assim para que se manifeste nele as obras de Deus. Se para Jesus a reencarnação não fosse uma realidade, teria dito aos seus discípulos claramente ali naquele instante, mas não foi isso que Ele fez, muito pelo contrário, achou o Mestre naquele instante, oportunidade para nos ensinar sobre um outro tipo de reencarnação. Trata de uma reencarnação em bases de cooperação. Quando não temos mais nada a expiar podemos trabalhar como servidores do Senhor, e pedirmos a oportunidade de uma reencarnação com o objetivo de cooperarmos com a aplicação da lei divina. Além de ter sido educativo para aquele que vestiu-se de cego, deu a oportunidade que Jesus operasse a cura, e nos deixasse mais um valioso ensinamento.
E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro?
E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas; mas digo que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem.
Então entenderam os discípulos que lhes falara de João Batista. (Mateus, 17: 10 a 13)
Nesta passagem fica claro que João Batista era Elias reencarnado. João era um Espírito de alta envergadura. Vinha com a missão de ser o revelador do Mestre, aquele que iria fazer a passagem da revelação de Justiça para a revelação do Amor.
Mas existe também em seu processo reencarnatório um caráter expiatório.
Considerando a severidade com que Elias tratara os adoradores do deus Baal, mandando-os passar a fio de espada, pela espada padeceu, ao impositivo das paixões de Herodíades e do terrível medo do reizete Herodes.
Muitas outras alusões à lei da reencarnação são feitas nos textos bíblicos, mas cremos que somente estas já se prestam ao objetivo deste trabalho.
Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro Espírita Amor e Caridade – Goiânia – GO – 1997
Site: www.autoresespiritasclassicos.com
Livros Pesquisados:
“Cristianismo e Espiritismo”.
“A Caminho da Luz”, cap. II.
“Estudos Espíritas”, cap. 8.
Reencarnação
Há por parte de grande parcela da Humanidade, incluindo a classe dos espíritas, a preocupação com as previsões catastróficas baseadas nos textos bíblicos e em próprias comunicações espíritas, sob o fim do mundo.
O que diz a Doutrina Espírita sobre isto? A Humanidade corre o risco de desaparecer da Terra? O mundo em que vivemos desaparecerá? E o juízo final? E a volta de Jesus, como se dará?
Os Espíritos são claros: Antes dizíamos: aproximam-se os tempos, agora dizemos: Os tempos são chegados.
Kardec, no livro “Obras Póstumas”, transcreve algumas comunicações dos Espíritos, em que eles falam deste assunto, e eles são claros em dizer que tudo o que está nos Evangelhos terá de cumprir-se, e já está se cumprindo. O que temos de ter é discernimento para tirarmos o espírito da letra na interpretação dos textos sagrados.
Como já dissemos anteriormente, toda a Criação Divina segue um programa pré-estabelecido, e as Leis de Deus conseqüentemente não serão subvertidas.
Não haverá fim do mundo material como muitos têm anunciado, o que acontecerá é o fim de uma era, de uma etapa do processo evolutivo. O que se prepara é o fim do mundo amoral, aquele em que os interesses mundanos vêm à frente dos interesses definitivos do Espírito.
Essa mudança não será brusca, e nem acontecerá no ano dois mil, ela já está acontecendo e continuará ainda por muitos anos. O processo é gradual como toda transformação da Natureza, não haverá cataclismos nem revoluções capazes de exterminar a Criação Divina. Haverá uma transformação que conduzirá a Terra, de mundo de provas e expiações, a mundo de regeneração, mas estas não serão transformações externas, mas sim no interior dos próprios homens. A luta no campo das idéias, nos conflitos do relacionamento interpessoal, criará uma nova ética baseada na Verdadeira Moral, e esta será a tônica do novo mundo. O que fará haver mais ou menos dor, é a própria conduta do homem diante das mudanças que se fazem necessárias, ou seja, será diretamente proporcional à sua aceitação ou à sua rebeldia.
Mas podemos perguntar, como se fará a substituição desta geração por outra mais cristã?
Para que haja felicidade na Terra, é preciso que os Espíritos que a habitam sejam afinados com o bem, portanto, é preciso que aconteça uma limpeza em nosso orbe, ou seja, os Espíritos recalcitrantes no mal serão levados para outros mundos que acham-se mais atrasados em relação ao nosso, onde expiarão seus erros e aprenderão com o “suor do seu rosto”, a não mais transgredir às Leis Divinas.
Entretanto, esse transporte não será via discos voadores ou planeta chupão, como muitos apregoam, eles serão transportados por meios espirituais e de forma natural.
Só para ilustrar, lembremos de que isto já aconteceu com relação à Terra, no entanto, ela, no momento, estava em condição de receptora destes espíritos, conforme narra Emmanuel:
Há muitos milênios um dos orbes da Capela, que guarda afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos. (…)
(…) Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes, mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade. (…)
As grandes comunidades espirituais, diretoras do Cosmos, deliberaram, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração. (…)
Desta forma, podemos afirmar que o tempo é de tranqüilidade e de construção de um novo ser baseado nos ensinamentos evangélicos. O juízo final não é acontecimento de um dia, mas de todos os instantes em que se faz necessário o autoconhecimento, e a elaboração por nós mesmos do caminho a seguir.
Não nos inquietemos, devemos sempre lembrar de que neste planeta há governo, e que este condutor não é ninguém mais nem menos que Jesus, o Cristo de Deus.
Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro Espírita Amor e Caridade – Goiânia – GO – 1997
Site: www.autoresespiritasclassicos.com
Livro Pesquisado:
“A Caminho da Luz”, cap. III.
Espiritismo - Espíritos - Fé - Mensagens - Poder - Religiao
Uma jovem desencarnou após ter recebido 80 chibatadas em Bangladesh, como punição por ter tido um relacionamento extraconjugal com um primo (casado). A sentença foi decretada por um tribunal religioso de Shariatpur, no sudoeste do país, a 56 quilômetros da capital, Daca. A adolescente desmaiou enquanto recebia as chibatadas e chegou a ser levada para um hospital local, mas não resistiu aos ferimentos, falecendo seis dias após ter sido internada.
O clérigo muçulmano Mofiz Uddin foi o responsável pela fatwah (sentença) contra Hena, que foi presa juntamente com outras três pessoas. Os religiosos disseram à polícia que Hena teria sido pega em flagrante. Porém, Dorbesh Khan, o pai da adolescente dissse: “Que tipo de justiça é essa? Minha filha foi espancada em nome do fanatismo religioso. Se tivesse sido julgada por um tribunal do Estado, minha filha jamais teria morrido”. Em verdade, punições realizadas em nome da sharia (legislação sagrada islâmica) e decretos religiosos foram proibidos em Bangladesh, por isso, um grupo de moradores de Shariatpur foi às ruas em protesto contra a fatwa e contra os autores da sentença.
Para comentar o fato sob o viés kardeciano, é importante destacar que em qualquer análise que façamos sobre o comportamento sexual dessa ou daquela pessoa, somos obrigados a lembrar sempre de Deus, “que julga em última instância, que vê os movimentos íntimos de cada coração e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censuramos, ou reprova o que relevamos, porque conhece o móvel de todos os atos. Lembremo-nos de que nós, que clamamos em altas vozes anátemas, teremos quiçá cometido falta mais grave” (1) do que a pessoa que censuramos.
No caso Hena, alguns dizem que ela sofreu violência sexual, contudo há os que afirmam que houve o adultério cometido pelo primo. De qualquer modo, o episódio remete-nos aos Códigos de Jesus, que proclamou a sentença: “atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado”(2). Essa advertência faz da comiseração uma obrigação para nós outros, porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. “Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.”(3) É importante observar que Jesus, avaliando equívocos e quedas, nas aldeias do espírito, haja selecionado aquela da mulher, em falhas do sexo, para emitir a sua memorável sentença: "aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra".
O sábio Espírito Emmanuel explica que “no rol das defecções, deserções, fraquezas e delitos do mundo, os problemas afetivos se mostram de tal modo encravados no ser humano que pessoa alguma da Terra haja escapado, no conjunto das existências consecutivas, aos chamados "erros do amor".”(4) Penetremos cada um de nós nos recessos da própria alma, e, se conseguimos apresentar comportamento irrepreensível, no imediatismo da vida prática ante os dias que correm, indaguemo-nos, com sinceridade, quanto às próprias tendências. “Quem não haja varado transes difíceis, nas áreas do coração, no período da reencarnação em que se encontre, investigue as próprias inclinações e anseios no campo íntimo, e, em sã consciência, verificará que não se acha ausente do emaranhado de conflitos, que remanescem do acervo de lutas sexuais da Humanidade.”(5)
Por essas razões, personalizando na mulher sofredora a família humana, Jesus pronunciou a inesquecível sentença “atire-lhe a primeira pedra”, convocando os homens, supostamente puros em matéria de sexualidade, a lançarem sobre a mulher infeliz a primeira pedra.
Em verdade, quando respeitarmos nosso semelhante em seu foro íntimo, os conceitos de adultério se farão distanciados do cotidiano, de vez que a compreensão apaziguará o coração humano e a chamada desventura afetiva não terá razão de ser, ou seja, ninguém trairá ninguém em matéria afetiva.
Abstenhamo-nos, sob qualquer hipótese, de censurar e condenar seja lá quem for em matéria de comportamento sexual. Recordemos que estamos emergindo de um passado longínquo, em que estivemos mergulhados nos labirintos dos desequilíbrios na área afetiva, a fim de que as bênçãos do aprendizado se nos fixem na consciência a Lei do amor. Achamo-nos muito longe da pureza do coração , por isso mesmo, se alguém nos parece cair, sob enganos do sentimento, não critiquemos , ao invés disso silenciemos e oremos a seu benefício.
Para com qualquer pessoa que se nos afigura desmoronar em delito sentimental, sejamos caridosos!.Nenhum de nós consegue conhecer-se tão exatamente, a ponto de saber hoje qual a dimensão da experiência afetiva que nos espera no futuro. Silenciemos ante as supostas culpas do próximo, porquanto nenhum de nós, por agora, é capaz de medir a parte de responsabilidade que nos compete a cada um nas irreflexões e desequilíbrios dos outros.
Jamais esqueçamos que todos somos componentes de uma só família (encarnada e desencarnada), operando em dois mundos, simultaneamente. Somos incapazes de examinar as consciências alheias e cada um de nós, ante a Sabedoria Divina, é um caso particular, em matéria de amor, reclamando compreensão. “A vista disso, muitos de nossos erros imaginários no mundo são caminhos certos para o bem, ao passo que muitos de nossos acertos hipotéticos são trilhas para o mal de que nos desvencilharemos, um dia!... Abençoai e amai sempre. Diante de toda e qualquer desarmonia do mundo afetivo, seja com quem for e como for, colocai-vos, em pensamento, no lugar dos acusados, analisando as vossas tendências mais íntimas e, após verificardes se estais em condições de censurar alguém, escutai, no âmago da consciência, o apelo inolvidável do Cristo: "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei.”(6)
Jorge Hessen
http://jorgehessen.net
Referências bibliográficas:
(1) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, item 16, do Cap. X, Rio de Janeiro: Ed FEB, 1991
(2) João Cp. 8:7
(3) ______, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, item 13, do Cap. X, Rio de Janeiro: Ed FEB, 1991
(4) Xavier, Francisco Cândido. Vida e Sexo, ditado pelo espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2000, Cap. 22
(5) Idem
(6) Idem Cap. 26
O clérigo muçulmano Mofiz Uddin foi o responsável pela fatwah (sentença) contra Hena, que foi presa juntamente com outras três pessoas. Os religiosos disseram à polícia que Hena teria sido pega em flagrante. Porém, Dorbesh Khan, o pai da adolescente dissse: “Que tipo de justiça é essa? Minha filha foi espancada em nome do fanatismo religioso. Se tivesse sido julgada por um tribunal do Estado, minha filha jamais teria morrido”. Em verdade, punições realizadas em nome da sharia (legislação sagrada islâmica) e decretos religiosos foram proibidos em Bangladesh, por isso, um grupo de moradores de Shariatpur foi às ruas em protesto contra a fatwa e contra os autores da sentença.
Para comentar o fato sob o viés kardeciano, é importante destacar que em qualquer análise que façamos sobre o comportamento sexual dessa ou daquela pessoa, somos obrigados a lembrar sempre de Deus, “que julga em última instância, que vê os movimentos íntimos de cada coração e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censuramos, ou reprova o que relevamos, porque conhece o móvel de todos os atos. Lembremo-nos de que nós, que clamamos em altas vozes anátemas, teremos quiçá cometido falta mais grave” (1) do que a pessoa que censuramos.
No caso Hena, alguns dizem que ela sofreu violência sexual, contudo há os que afirmam que houve o adultério cometido pelo primo. De qualquer modo, o episódio remete-nos aos Códigos de Jesus, que proclamou a sentença: “atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado”(2). Essa advertência faz da comiseração uma obrigação para nós outros, porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. “Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.”(3) É importante observar que Jesus, avaliando equívocos e quedas, nas aldeias do espírito, haja selecionado aquela da mulher, em falhas do sexo, para emitir a sua memorável sentença: "aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra".
O sábio Espírito Emmanuel explica que “no rol das defecções, deserções, fraquezas e delitos do mundo, os problemas afetivos se mostram de tal modo encravados no ser humano que pessoa alguma da Terra haja escapado, no conjunto das existências consecutivas, aos chamados "erros do amor".”(4) Penetremos cada um de nós nos recessos da própria alma, e, se conseguimos apresentar comportamento irrepreensível, no imediatismo da vida prática ante os dias que correm, indaguemo-nos, com sinceridade, quanto às próprias tendências. “Quem não haja varado transes difíceis, nas áreas do coração, no período da reencarnação em que se encontre, investigue as próprias inclinações e anseios no campo íntimo, e, em sã consciência, verificará que não se acha ausente do emaranhado de conflitos, que remanescem do acervo de lutas sexuais da Humanidade.”(5)
Por essas razões, personalizando na mulher sofredora a família humana, Jesus pronunciou a inesquecível sentença “atire-lhe a primeira pedra”, convocando os homens, supostamente puros em matéria de sexualidade, a lançarem sobre a mulher infeliz a primeira pedra.
Em verdade, quando respeitarmos nosso semelhante em seu foro íntimo, os conceitos de adultério se farão distanciados do cotidiano, de vez que a compreensão apaziguará o coração humano e a chamada desventura afetiva não terá razão de ser, ou seja, ninguém trairá ninguém em matéria afetiva.
Abstenhamo-nos, sob qualquer hipótese, de censurar e condenar seja lá quem for em matéria de comportamento sexual. Recordemos que estamos emergindo de um passado longínquo, em que estivemos mergulhados nos labirintos dos desequilíbrios na área afetiva, a fim de que as bênçãos do aprendizado se nos fixem na consciência a Lei do amor. Achamo-nos muito longe da pureza do coração , por isso mesmo, se alguém nos parece cair, sob enganos do sentimento, não critiquemos , ao invés disso silenciemos e oremos a seu benefício.
Para com qualquer pessoa que se nos afigura desmoronar em delito sentimental, sejamos caridosos!.Nenhum de nós consegue conhecer-se tão exatamente, a ponto de saber hoje qual a dimensão da experiência afetiva que nos espera no futuro. Silenciemos ante as supostas culpas do próximo, porquanto nenhum de nós, por agora, é capaz de medir a parte de responsabilidade que nos compete a cada um nas irreflexões e desequilíbrios dos outros.
Jamais esqueçamos que todos somos componentes de uma só família (encarnada e desencarnada), operando em dois mundos, simultaneamente. Somos incapazes de examinar as consciências alheias e cada um de nós, ante a Sabedoria Divina, é um caso particular, em matéria de amor, reclamando compreensão. “A vista disso, muitos de nossos erros imaginários no mundo são caminhos certos para o bem, ao passo que muitos de nossos acertos hipotéticos são trilhas para o mal de que nos desvencilharemos, um dia!... Abençoai e amai sempre. Diante de toda e qualquer desarmonia do mundo afetivo, seja com quem for e como for, colocai-vos, em pensamento, no lugar dos acusados, analisando as vossas tendências mais íntimas e, após verificardes se estais em condições de censurar alguém, escutai, no âmago da consciência, o apelo inolvidável do Cristo: "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei.”(6)
Jorge Hessen
http://jorgehessen.net
Referências bibliográficas:
(1) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, item 16, do Cap. X, Rio de Janeiro: Ed FEB, 1991
(2) João Cp. 8:7
(3) ______, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, item 13, do Cap. X, Rio de Janeiro: Ed FEB, 1991
(4) Xavier, Francisco Cândido. Vida e Sexo, ditado pelo espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2000, Cap. 22
(5) Idem
(6) Idem Cap. 26
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